27/12/2011

Dois dias depois.

Me vejo no direito de ter o eu quero, penso profundamente, vou alcançar. Você sabe, não foi fácil, mas a dificuldade encontrada foi o que impulsionou o que temos hoje. Aprendi a pensar por duas mentes, embora o melhor seja eu só pensar por um. As nossas diferenças são o que tem que ser, não podemos ser cópias fiéis um do outro, que graça teria? Às vezes me pego caminhando ao seu lado, como conquistamos, como construímos, como aprendemos, como aprenderemos (sei disto). Mais um passo dado, meu coração ficará comprimido, sei do peso que é compartilhar o sangue do sangue, estou vendo a cena da despedida, mas um dia ficaremos por lá, por definitivo, só deixe as coisas seguirem o rumo pro essas bandas mesmo. Você é meu herói, dos mais bravos. Dos meus erros cometidos, você preferiu optar por seguir, e assim vamos indo. Eu e você.

22/12/2011

AT/DT

Desculpe minha neurose mas sofro de TOC. Minha obsessão me corroe, mas é assim que me conheci. Eu sou meio: meio nada, nem sei o que é o tudo, sou meio burro, meio certo, meio é o meu lema, mesmo sem querer. Corri uma madrugada doentia, chorei, estava sem meu guia. A melhor coisa do mundo é te ver, te vi e vou ver pra sempre. Farewell, Nick. Estou me inspirando, quer dizer, mais ou menos (o meio) isso. Estou lendo escritos que poderiam ter sidos meus, se eu tivesse o intelecto apropriado, mas tá aí, eu tento. Eu sei do meu lugar, eu sei das minhas limitações, o lado bom pouco importa, são os erros que contam, o que importa é o erro, sei disto. Eu erro e por isso quero acertar. Mentira, eu aceitei. Eu acertei quando descobri que, o que eu não queria descobrir, é possível de aceitar e caminhar, que quando achei que não teria amor, o amor fez o jogo inverso e me achou. Fui achado, simples assim. Não sei dos meus merecimentos, sei que fui presenteado. Sou louco, sou lunático, sou psicótico, sou pragmático, mas sou feliz.

21/12/2011

Meio de um ano.

Meus probleminhas vão a ponto de lembrar qual é a origem do "probleminha", bons tempos. Fui criança quando bem sabia o quão cruel é a vida adulta. Cultivei amizades que não deixei florescer, morreram, acabou, não existem mais, ou nunca existiram. Em vez de papel e caneta, bilhar e bebida, lembrei até de ciúmes. A beleza por trás da beleza, as conversas reveladoras, minha vontade era acolher, tentei. O choque do primeiro contato, o avulso, conheci melhor, queria trocar mais ideias, tentei. A ligação ficava pelo cotidiano que nos eram comuns, queria continuar ouvindo que sou depressivo, tentei. A irmã que só a idade poderia dar, tentei. Se meu conhecimento tivesse sido há tempo teria sido bem engraçado, talvez eu tivesse até aprendido com uma certa antecedência, tentei. Conhecimento musical, o humor apurado para o lado negro da depressão, tentei. Odeio sua sombra. Vejo os olhos de todos vocês, será que fui muito filho da puta? Devo ter sido, passei por muitas vidas e não deixei nada, o meu egoísmo falou mais alto, prefiro o momento, esquecendo que o: tudo cresce conforme o adubo. No fundo sou só mais um idiota. Às vezes eu só quero ficar triste.

09/12/2011

O dia de hoje.

Um dia escrevi por escrever. Meus demônios é o que carrego até hoje comigo, sempre quis me livrar dos anjos. Nunca soube o que eu era, mesmo sabendo exatamente o que eu era. Tantas coisas aconteceram, descobri um eu inimaginável , vi um novo mundo. Me livrei de maus agouros. Tirei pudores, mostrei verdade, passei a régua no imprestável, virei mais eu. Falo entre sonhos, falo entre paredes, falo entre quatro ventos. (Faltam caracteres). Fui cobrado: “tem post novo?”, tá aí. Hoje escrevo pra você. Tentei.

30/11/2011

As palavras não condizem com a realidade.

Eu vou deixar as coisas subentendidas, não entendo os meios, os começos são o que determinam os fins, mas os meios não faz jus a nada. O pouco me coroe mais que o muito, parte dos meus probleminhas mentais. Amigo: uma descrição que sei bem o que é, aos olhos de terceiros que não entendo o que é amizade. O já me foi dito, com o que já foi feito, aqui nasce uma bela interrogação. A aproximação não é deseja é imposta, entendo. O contado só quando necessário, ou lembrado, ou obrigado. Obrigado. Quando não é para ser não será, não tem jeito. Vou indo, vou vendo, vou sentindo, do meio jeito, do jeito que tiver de ser. Hoje estou desenhando o que o amanhã fará. Divida sanada. Nada aqui descreve.

29/11/2011

Eu (re)lembrei.

O exercício de lembrar águas passadas nem sempre é fácil, a água é corrente. Dos imprevistos o já visto, como é possível? Meses depois me deparo com o primeiro dia, a timidez transmitida no selar de lábios, só foi sentida no princípio e agora veio, curiosamente, átona. O significado disto é o que não sei, posso aqui desenvolver as mais aceitáveis teorias, mas jogo eu com a verdade? Verdade seja dita, você nem se quer percebeu isso, tudo cabe-se apenas a mim. Eu fico com o pensar, imaginar, criar... todas as vezes que foram opções de caminhos, optei pelo caminho compartilhado, não sei o que isso significa mas sou bobo mesmo. Voltar ao primeiro dia, foi bom, o eu teria acontecido se a minha escolha fosse o "só"? Danação.

25/11/2011

Dia após dia.

Lembra-se do primeiro dia? Aqui estamos nós. O plural seguindo o seu rumo. Dia após dia, o rumo certo da equação. Meu consolo está no simples ouvir, no me deixar falar. As suas lembranças agora são minhas. O seu passado, a sua família, a memória, os seus livros, tudo, de uma maneira, ou outra, faz parte de um laço só. Um lado meu, um lado seu, nos encontramos no "juntinho". Se for só mil maravilhas não é de verdade, por isso só vou lembrar do lado bom. Quero só isso, bem isso, você sabe. Em breve mais um passo, como será ao certo não sei, sei que só indo para caminhar, sem o primeiro passo ficaremos na mesma. Quando gastei de neurônios? Nada, pois isso não é nada comparado ao todo. Você sabe onde estou agora? Estou aonde sempre quis estar.

21/11/2011

Teimosia.

Teimoso comigo mesmo, queria não deixar as sonoridades descobertas ao acaso influenciar o meu ser (sim, eu sei que eu não "ser", deixa eu não minha linda ilusão). Tô meio bichado, nada externo, tudo interno. Sinto medo nem sei do quê, parece que estou vendo o futuro que nem sei qual é, bate um desânimo, tô bichado. Meu mundinho, querendo ou não, ele está bem situado, sou eu é que não estou querendo acha-lo. Eu, agora, era para estar escrevendo algo sobre o dia vinte e cinco, veja o que saiu... merda. Às vezes dá medo de dormir e saber que posso acordar. Às vezes eu só não queria estar assim. Sem culpas, é só a música que escuto que me deixa assim.

09/11/2011

Credo.

Preces sejam concebidas, o meu lado doutrinado estás suplicando, que venhas, venhas como estiveres de ser. O firmamento não é o limite, limite é o intangível que nunca alcançaremos. A escuridão brandou-se, não sou mais um pecaminoso, sou o próprio e exalo contentamento com isso. Não conformismo, apenas contentado. Que o purgatório seja criado, estou com a áurea límpida, resplandecente, reluzente. Lamurias não existem mais, estou vedado, imune do desgosto da lamentação. Descomungando o ontem, louvando o hoje. Aqui jaz o passado imperfeito. Aqui nasce o presente mais do que (in)perfeito. (Post-scriptum: perfeição – danação dos imperfeitos. Prefiro assumir que sou imperfeito. Prefiro os imperfeitos. Segregando).

04/11/2011

Cabeça.

Ô cabeça. Cabeção. Neurônios em erupção. Vendo o antes: sem sonho. Olhando o agora: com muitos sonhos, delirante. O mal de antes era quase não ter. O bem hoje é ter em abundância. Matuto o que às vezes parece real. Será que sobraram resquícios de uma lógica passada? Como culpar o inconsciente? Virei as costas com um amargor de um ontem. Raiva interna. Conversas talvez tenham o fundamento de se armar, apenas. Abrir os olhos, fechar é o dilema. Caçar, acha-se, não quero, quero o boca a boca, diálogo. O nome disso tudo eu sei, mas prefiro me isentar, a culpa é do culpado. O todo que é pouco e o pouco que é o tudo. Minhas preocupações não são siamesas, pena, agora pra quem é a pena? Tô caminhando, seguindo passos. Hoje estou fazendo a mesma coisa que fiz quando acertei: escrever. Seja qual for a lógica, é um agouro que assombra.

31/10/2011

Uma madrugada qualquer de outubro.

Uma lágrima pesada, sei de tudo sem saber de nada. Uma lágrima pesada, pesou por ter o sentimento transpassado. Uma lágrima pesada, que eu não queria derrubar. Existem graus de felicidade. Existem graus de tristeza. Não sei qual o grau. Foi pesado derramar aquela lágrima. Eu estou seguro, eu estou feliz, eu estou pensativo, eu estou vendo o amanhã. Eu preciso que seja compartilhado. Eu adoro virar a noite conversando, me sinto mais vivo. Não chore, seu choro me dói. Meus braços não são suficientes, não por falta de compaixão, mas por agora existir o afeto, afeto que acompanhou toda a sua história, desde seu nascimento. Eu sei que não posso fazer muito. Só sei que nasci e estou pronto. As dúvidas que pairam são próximas as minhas, te entendo. No conjunto de dois, dá para ter um solo de dois. Eu, talvez, não tenha cabeça, mas tenho braços, vou te ninar, vou fazer o que posso e o que não posso só para não ter lágrimas doídas.

25/10/2011

Meu, só meu.

Passei o mês todo tentando. Se não registro fico tenso, parece que não tentei. Que mal há nisto? Nenhum, a não ser a minha cabeça que matuta nos acontecimentos não acontecidos por falta de criatividade. Talvez nem o tempo eu consiga para registrar isso, talvez role para o outro dia (não rolou, melhor), que vai ser tarde, eu tentei, juro que tentei. Eu busquei meios para tal, não consegui. Nem consigo me punir, pois estou escrevendo isso. Tentei. Tentando. Feito. Feito nas coxas, feito de forma que eu não queria, queria o antes, só na questão da mente, a perdi, estou deixando-a em labutagem, em livros, estou deixando-a em você? Espero, espero mesmo. Sou grato, eternamente grato, saiba disto. Parei de ser egoísta, só quero o seu (meu) ser.

24/10/2011

Frígido.

Não sei bem o que acontece com essa mente, sei que consigo prever um déficit de ideias com a certa convicção de falta de inspiração. Estou externando tudo de outros modos. Antes eu precisava tirar de mim, hoje já tirei tudo. Cravo no futuro, que é agora, bem assim. Enquanto for uma obrigação não vai vingar, nunca foi, agora não há de ser. Palavras escassas, não vazias, mente pensante quase doutrinada ao escuro. Brincando com o vocábulo limitadíssimo. Tempo livre me inspira mais do que um dia de algazarra. Tentarei. Na sombra de Entre lençóis.

29/09/2011

Um dia qualquer de setembro.

Os timbres que me são proporcionados. Ser embalado. Logo cedo por dezenove faz sentido diante dos dias conturbados. Pirei no de volta ao preto, adoro o adeus canção de ninar, sou bobo mesmo. Adoro a surpresa que isso causa. Hoje cedo tive um déjà-vu, as informações processadas me remeteram ao tudo que nunca pensei sei ter, me vi no dia que tudo começou e, por coincidência, a música de fundo era a mesma. O que teria acontecido naquele primeiro se nada eu tivesse feito? O que seria de mim sem meus defeituosos ouvidos?

27/09/2011

O sono.

Eu fico abanando as mãos ao vendo para ver se sou enxergado. Vão. O limite não é sempre o mesmo, a ocasião faz o ladrão. Fiquei desolado, num outro tempo que fiz um certo sacrifício e ganho o sono como troca. Entendo, fazer sem esperar nada de devolução, compreendo. Hoje olhei pra trás, será que um sinal viria? Não. Não sou cem por cento, sou humano, ou mais ou menos isso. Minhas leituras, minha prioridade momentânea, ao menos me distraio. Minha audição perturbada por um timbre feminino. Engraçado, onde está a chã? Sumida a menina. Sei que tudo isso é agora, enquanto falo da ideia um esboço. Que não seja assim. Que seja assado. Ao menos, algo para curar.

26/09/2011

O bobo.

Posso falar contigo? É, você mesmo, o que você fez para merecer isso? Você agora está pagando por tudo. O seu passado deve ter sido péssimo. Que espécie de ser humano é você? Espero que você saiba o quanto miserável você é. Você é do mal, digo, do bem. Bonzinho. Sim, bonzinho só se fode. Bem vindo ao clube. Sei bem como é isso, sofri por muitas vezes, calado. Não gosto do meu lado negro, nem do "branco", nunca gostei de nenhum dos lados, essa é a verdade. Sempre me vejo perdido... é Fábio, você é parecido comigo.

25/09/2011

Sobreposto.

Eu contei, para esse dia tinham quatro, todos prontos, só faltava a escolha. Não adiantou, comecei a fazer este. Todos esses dias seriam uma forma que concretizar o todo. O todo ruiu. Alicerce é luxo. Nem chão, nem teto. Levitando em pensamentos meus, consumados pelos seus. Outros todos que não sei quem são, ou sei? Sei não. Sei. Sei que eu não sei. Sei que eu não sei quem sou. Sei que... não sei. Queria não saber.

Diluindo.

Fibras em branco com linhas azuis, tinta azul num corpo de “cristal”. Uma mente pedante, pedante por uma ideia, para mais uma vez concretizar o dia. Eu já dilui tanto, não sei se cabe algo. Penso melhor e vejo: o importante é o dia a dia. A construção de nossos ideais. Não sei o rumo, sei da vontade. O futuro pertence a quem vive, e é o que fazemos. Firmo o que quero, você sabe. Eu sei tudo sem saber nada. Me livrei de minhas neuras, embora às vezes elas queiram um ressuscitar. Luto com nada, passei desta fase. As miudezas disso tudo tem valores. O cotidiano constrói, quero só o somente, agora e para sempre.

23/09/2011

Sabes?

Oi! Sabes? Ás vezes sou assim, assim como tu vês e não entende. Desculpa, não tenho noção, sou o que não sei o que sou, sou parte de uma coisa boa, mas não sei se sou coisa boa. Eu vou seguindo, meus passos fazem muito mais sentido, tu sabes, só não sabes que agora todos os pudores ruíram. Eu sou isso, bi, tri, tetrapolar. Várias polaridades dentro de mim. Uma coisa que tu devias saber, não dá para diminuir, estou com o coração no topo, não desço mais, vou daqui até o sempre, sem chance de pisadas para trás. Quero muito tudo isso, quero muito tudo, quero muito o todo. Quero-te.

21/09/2011

Tá escurecendo.

O tempo é tão incerto, ser atemporal é um dom chato que possuo. O tempo trava na mente, persegue os neurônios e atacam com tempo parado. Estou eu aqui perdido. O tempo corre parado. Parando. Parou. Não sei o que fazer, estou com medo do que pode vir. Talvez, no fundo, seja só um momento. Talvez, no fundo, esse seja eu mesmo. Não foi ou será fácil pra mim. O tempo é só um reflexo do que sou. Sou do tempo parado, com o pé no presente mas cego do futuro. Caminhar por essas horas está difícil. Meu apelo ao Sr. do Tempo, tenha compaixão. Casei de ser bastardo no mundo.

17/09/2011

Tá clareando.

O que é tudo isso? Eu mal sei, sei que na minha vivência fiz um pouco sobre tal. Olhos tortos, o não mandar quando tem que mandar, o riso falso, o esperar algo que não vai acontecer, demonstrar o nível de pessoa que está no topo, ruim. Ruim pois a atitude tomada deve ser do lado que quer e não do lado perdido. Perdido por não saber com que pé pisar. Se piso mais forte ou se assim está bom. Má vontade, impaciência, pouca vontade de multiplicar, intensa vontade de fazer esganadura, é duro. Sou burro, claro. É só o principio do "não se nasce sabendo" mas já vim de fábrica com o instinto, ao menos eu sinto. Aprendi a não ter medo da verdade, isso não me dominará.

08/09/2011

Quatro paredes.

Penso muito, penso em como será o unir, o dividir, o aperto, a folga. Penso em como será a verba, as contas, os gastos. Penso em como será o tempo, atemporal eu sou, com a labutagem em nossas costas o peso dado pelo senhor do tempo será maior. Penso nos momentos de lazer, descanso, viagens. O lado ruim virá, mas será descartado. Como serão os quatro cantos? A estante de livro precisa de um foco maior. O pôster só precisa de moldura. Divisões de tarefas não me importam muito. Talheres, pratos, panos, produtos de limpeza. Nada de tapete. A cama, edredom e no mínimo três travesseiros. Marmita todos os dias. Lembro da horta: alface, cenoura, cebolinha, boldo, hortelã. Quero o kibe com muito trigo. Lembro da agenda medieval, a história pode começar sim. Os bibelôs virão ao monte. As visitas terão livre acesso, só chegar e entrar. Caminhar com quatro pés, um passo por vez. Planejando o já sabido. Concretizando. O canto. O junto. O vento.

25/08/2011

V.

Me vejo repetindo palavras, talvez até isso eu já tenha escrito, mas é bonito. A vida nunca é como você vê, o seu mundinho sempre será pequeno. O "ao redor" são vários mundos que formam um. Somos todos ligados, uns com níveis de aproximação maior que os outros, mesmo assim somos todos ligados. Tenho conhecidos, amigos, mas nada é tão forte com a ligação que eu tenho com você, percebo ser verdadeira, principalmente por não ser nada imposto, foi tudo natural, até o "meu desapego" inicial (aqui o "inicial" é realmente inicial, primeiras horas do primeiro dia) foi transmutado. Não cabe avaliação, cabe situações, momentos que eu esperava repulsa tive acolhimento, quando achava que esperaria uma hora para ver descubro que ela foi-se antecipada e estava bem ali ao meu lado, onde não devia estar. Os apuros para as minhas satisfações musicais, que mesmo não sendo as mesmas, está ali firme e forte. O saber partilhar, quebrar de uma ideia fixa, até então não mudável, num estresse nível Z (o limite máximo) que o transito caótico pode proporcionar, ter uma simples mensagem de texto que tira o meu riso, fácil, fácil. O mais bacana é ver as atitudes maduras tomadas principalmente para mudar erros que eu cometo. Eu passei a ser otimista, mesmo sem saber o que realmente é isso, pois sempre fui do outro lado da coisa. Entendo que otimismo é mesmo quando você sabe que algo pode dar errado algo maior vai te confortar e fazer ver que existem outros caminhos, outras saídas. É isso. Tenho algo que mais do que pensei e mereço ter, tenho algo que me motiva levantar todos os dias, tenho o que não se descreve com tinhas. Tô bem pra caralho e mesmo que um dia achando que não viveria só disto, hoje sei o que é amor.

20/08/2011

Não custa tentar.

Os conceitos da vida são vários e bem amplos. Assumidamente, agora faço parte de um dos grupos dos oprimidos (?), grupo do qual tem que se esconder, ter "dedos" e blá blá blá whiskas sachê. A "opressão" existe com base nas ideias sociais criadas pelo próprio bicho homem, o que imagino é que o próprio irá aniquilá-la. Hoje todos os amigos (de verdade) e parentes (próximos e que tenho e sempre terei respeito) sabem ao mesmo respeito, ao mínimo me pareceram aceitar, entender, ninguém se opôs, afinal, a vida e minha (que bom). Pré-conceito e preconceito, existe uma diferença entre os dois, mas os princípios são bem iguais. Pré-conceito é uma ideia criada pelo sua própria mente, por meio de um conhecimento único e exclusivamente seu, conceito que te acompanha de berço (esse berço pode vir de terceiros, logo o meu conceito de pré-conceito de que o "pré-conceito" de ser "único e exclusivamente seu" acaba de ruir) e se aprimora com o (des?)crescimento. Preconceito é o externar esse seu pré-conceito, é o demonstrar publicamente suas ideias mesquinhas. Até o presente momento, tirando olhadas tortas e murmurinhos, não senti na pele o que é o tal do preconceito, sei que pode vir, não sei como, mas também não sei como reagirei. Meu ovo pra essa questão. Tô tão de boa mentalmente que isso não me assusta. Os pré-conceitos e preconceitos, seriam perfeitos se não existissem mas querendo ou não existiram pois o ser humano tem falhas. Se ao menos as pessoas entendesse que as falhas nunca podem passar a barreira do "eu" e que o mínimo que o ser tem que fazer é buscar conhecimento e entender as partes, já seria um caminho. Ter a mente um pouco mais aberta, tentar fazer o exercício do aprender, entender que os seus achismo não necessariamente precisam ser expostos. Não diferencie pré-conceito de preconceito e vice-versa, elimine ambos dentro de você, pois o mundo é Pokémon, está evoluindo. A boa noticia é que você não precisa acompanha-lo, só vai ficar taxado de quadrado, nada de mais para uma besta que pensa com os olhos semi-vendados.

16/08/2011

Feliz dia do atrasado.

Toda vez que vejo aqueles olhos, pequenos, quase escondido, passando a impressão de fuga, eu me acho ali, me vejo ali. Um encontro comigo mesmo. O meu convívio foi duramente cortado pela vida, vida do qual, quando paro para lembrar, sinto mágoa. O passado passou, mas sei que ele faz parte da minha história. Eu queria poder ter escrito diferente, o problema é o que o "lápis dos caminhos" só é entregue depois de alguns anos, após adentrar o mundo cão. Hoje (ontem) me enfraqueci um pouco, me senti e me sinto impotente, preferia não ter nascido para vivenciar, mas um lapso de força vem quando me lembro dos olhos e vejo que eu ainda posso fazer alguma coisa. Não sei quão duro será o tempo, sei que ainda penso no que foi feito a mim. Só não gosto quando se culpa. Fui embora mais cedo, precisava externar o nó na minha garganta, meu choro.

06/08/2011

Novo recorde.

O chato é não poder culpar ninguém, como fazer algo numa situação desta? Leitura, frio, espera, leitura, frio, espera, espera, espera... contar as horas não resolve, ser atemporal muda toda hora (que belo trocadalho), nessas horas de intensa não vontade de continuar assim, atemporal, sinto que coisa do além não existem mesmo (não citarei exemplos sobre isso), não por mim, que desfruto do vagabundo life style (forçado, convenhamos), mas pela outra parte, será que não existe compaixão? O intervalo é curto, mal dá-se para descansar. Imprevisto, O.K. Mas o que se faz para amenizar isso? Nada. Ao menos se existisse o entendimento de: "passou algumas horas, chegue mais tarde", entenderia que nem todos só pensam no capitalismo exasperado. Vejo-me com os olhos no antigo Inferno, que não seja assim, ao menos, com quem não merece. Isso não devia merecer atenção, sou eu que tenho a pequenez imbuída em minhas entranhas. Passou.

01/08/2011

Escreva-me.

Você não vive de palavras? Então as mande para mim. Dentre minhas danações está aí uma, palavras. Seja ela no singular no plural, em gíria, neologismo, trocadilhos, alusões, com dialetos regionais ou com sotaque (?), agrupadas para formar frases, poema, texticulos, crônicas/contos, histórias, fábulas, crendices, folclore, mitos e afins. Culto? Imagina, não sou capaz de tal adjetivo, sou destrambelhado, leio sem motivos, sem meta, sem vontade até, leio por passatempo, passar o tempo. Só gosto de palavras por me achar nelas, nelas vejo mais do que posso ver em mim mesmo, descobertas. Escrevo para tentar um dia me dar bem com elas, com as palavras, elas nunca são tão simples assim. Agora convenhamos, os seus escritos são tão melhores, eles são esporádicos mas completamente densos, profundos, cutucam bem na parte pulsante que manda a vibração ara cérebro que já capta tudo e manda como resposta as lágrimas. Me surpreendi, fui surpreendido, mais uma vez. Você escreve o que, inconscientemente, eu quero ler. Que belo casamento. Que mensagem. A sutileza-complexa, desenvolvida num tempo não sabido, mas que ao meu entendimento, foi curtíssimo. Transpassei para outro meio, quero poder ler outra muitas vezes. Eu apelo, faço rodeios, mas sou assim, mas o importante são os seus escritos. E de pensar que essa é uma dentre as tantas qualidades existentes. O que sei é que tenho o meu exemplar, na sua total puridade. Pode escrever, se for para o destinatário esperado melhor ainda.

20/07/2011

Tres, dos, uno.

Falsidade e Inconveniência, os adjetivos (?) que encarnam, bem assim. Sou grato, possivelmente eu nem teria sabido da existência, e se soubesse talvez ficasse longe. Longe. O meu todo foi introduzido pelos seus meios, que mesmo tortos geraram um adjetivo mais bonito, Verdade. A diferença entre todos é explicita, bem escancarada, não que exista um preste a ser canonizado, a questão não é beatificação, é só a persona que não existe em um. Esse um, Verdade, foi onde me achei, me ganhei, me entreguei. Falsidade e Inconveniência tentaram distanciar, creio eu. Em partes não curti, pedra no caminho nunca é legal, e em parte foi bom, por eu conseguir a integralidade dos (falsos) adjetivos dos dois. De fato me senti meio Yoko Ono, aí penso: será que ela foi tão ruim assim? Quebrei o elo, sei disto. Três? Não sei, acho que agora é um e dois. Vejam o passado: barulho, gargalhadas, discussões, fumaça... tudo com a isenção de um, ou seja, eram dois mesmo, até porque vendo o tratamento cotidiano ficava límpido que não eram três, sempre a Verdade ficava de canto. Falsidade, Inconveniência e Verdade, tem algo de diferente aí. Confesso que tenho ciúmes, não nego, a aproximação de anos tem mais "mistérios" do que eu possa saber, queria saber tudo. O riso flui melhor na presença dos dois, me incomoda em partes, não sei praticar tais feitos, mas essa questão eu pulo, se eu estender ganho linhas (ou perco linhas?). Tirando isso, só resta a gratidão, na medida do possível teve uma camaradagem, mas me foquei tanto no Verdade, que esse eu levo comigo. O futuro é meu, nosso, eu e mais um, Verdade, e farei dele o meu aliado, com a bela aliança que criei, e sei, vai ser agora e para sempre.

17/07/2011

Redação mental.

O que escrever? O que fazer? O que mover? O que sustentar? O que elevar? O que declinar? O que formatar? O que exemplificar? O que ajudar? O que prejudicar? O que consertar? O que almejar? O que fortalecer? O que adoecer? O que curar? O que pensar? O que mudar? O que simplificar? O que musicar? O que suplicar? O que escancarar? O que lembrar? O que antecipar? O que salientar? O que emancipar? O que questionar? O que apaziguar? O que acalentar? O que verificar? O que estudar? Pensando.

13/07/2011

Senhor assaltante.

Obrigado por amedrontar o que eu mais aprecio no mundo, o meu amor. Obrigado por apontar uma arma para mim, sempre quis sentir essa adrenalina. Obrigado por ser culto e levar cinco livros, que bem sei, você lerá todos. Obrigado senhor assaltante. Saiba que nesta vida não somos só bens matérias, somos, eu e todo o resto da população, seres humanos, de carne e ossos, e uns ingredientes a mais como, por exemplo, sentimento, coisa que possivelmente você não é nem tem. Leve, faça o seu ego bem feliz, aprenda que hoje você conseguiu mais uma (trouxa) vitima. Viver o hoje como se não tivesse o amanhã, que lema bonito, só espero que o senhor não siga-o pois esse principio o vai fazer se danar. Pra você não desejo nada, nada mesmo, o tempo tomará conta de ti. Tudo o que você levou, não terá mais volta, mais ao menos tenho a minha moral, respeito, dignidade intactas.

25/06/2011

Binguin.

Foram tantos indícios, não dava para fugir, mas eu tentei, não é fácil se ver como o estranho, como o bizarro perante o que é “normal”. Normal, claro, é só um questão de percepção. Eu lutei contra mim mesmo, o conflito interno foi totalmente presente, se fez de angustia que me privou de ser quem eu realmente sou. Desde pequeno sei o que sou, sempre soube o real motivo de tudo isso, só levou um tempo para ter a concretização. Me aventurei pela vida dupla, pelo o que eu verdadeiramente era (o hoje) e o que eu, talvez, queria ser. Me adaptei a ela, mesmo com o medo pairando. Me fechei na ideia que que poderia viver assim. Mas no meio do caminho tinha um alguém, que eu não esperava, que eu não sabia que existia, que eu não sabia que era pra mim, especialmente para mim, tudo mudou. Descobri o que é dividir, compartilhar, semear, amar puramente. Foi tudo tão inesperado, nem eu sabia do real potencial, toda sincronicidade. A pergunta: "será?' não cabe, foi e é, é o que eu quero, é o que eu preciso, é o que eu necessito, é o que eu quero para o resto de minha vida. Me libertei da privação, hoje sou livre, estou totalmente liberto, estou flutuando ao seu lado. Tudo que eu fiz, mesmo sem ser cobrado por isso foi único e exclusivamente para você, pelo nós, não saberia viver sem poder contar para o mundo que você foi o presente que eu não merecia, e por isso mesmo vou dar o devia valor. Não pegue nada do que eu fiz como peso para alguma coisa, simplesmente fiz porque era isso que tinha de ser feito, e estou bem assim. Pensar no nós me deixa bem, fico bobo, 2bobos, zureta com a ciência do bem estar, físico e psicológico. Cada demonstração feita a mim ganho dias a mais (dias que, talvez, eu nem pudesse desfrutar). Sempre me senti, tão pequeno, tão niilista, e agora sou o dono do mundo, tenho o bem mais precioso, você. Agora, mais do que nunca, o clichê da minha vida vai ser amar, eu te amo, simples assim.

24/06/2011

Apenas.

Menina, mocinha, menine, fresco, menino dado, maricas, maricona, mona, chabilon, chabisca, tchola, boiola, bambi, bill, aloka, bi, biba, ladie, enrustido, emo, serelepe e pimposo, aflorado, afrescalhado, aviadado, amaricado, a(e)femindado, frutinha, fanta, ré no kibe, segura bandeja, morde fronha, mão virada, mal é hetero, vinte e quatro, colega, alegre, purpurinado, suspeito, Cassandra, Lady Caca, baitola, bicha/bixa/ beesha, viado, gay, sodomita, pederasta... chame como quiser, eu sou apenas homossexual.

12/06/2011

Amplamente surpreendido.

Nunca fui do tipo que curti surpresa, possivelmente por, até então, não acreditar nela. É fato, convenhamos, rola sempre uma previsão do que pode acontecer antes da tal surpresa. Surpresa só acontece em datas propícias, deve ser algum tipo de "código de ética das coisas 'imprevisíveis'". E assim caminhei, mas, no meio do caminho, tinha uma surpresa , estou até agora pensando nela, por essa eu realmente não esperava, ninguém pode descrever a sensação, não é por ser simplório ou homérico, não é essa questão, acontece é que fui surpreendido, nada me tira a imagens dos olhos dos meus olhos, sei que ali eu poderia ter feito bem mais, só que eu não estava esperando mesmo, foi tão pra mim, foi tão pensado pra mim, e mesmo assim não paro de pensar em ti. Não foi tiro pela culatra, foi bem ao alvo, mesmo, me atingiu de tal forma que vou me fazer de pedinte e vou esperar a próxima acontecer. Tudo que circundou tal façanha é o que me fez mais incrédulo, o planejamento, a atitudes, as possibilidades (inclusive a de não dar nada certo), sem contar coisas como: frio, sono e outras coisitas mais. A surpresa pra mim é você, ter você. Comparado à tudo, o que me resta é o troco que se torna a minha parte pulsante diante, ela é sua e mais todo o resto. Ser surpreendido, assim eu fui, assim vou seguindo.

Um ar de ira.

Despedida. Sempre com o gosto amargo, nada de mal foi feito, só que o bem se esconde e aproveita para fugir, assim fica tudo mais evidenciado, rola um silêncio, uma cabeça baixa, o que será que se passa? Espero de verdade que não seja uma lamentação, isso me machucaria ainda mais. A graça acontece quando esconde o rosto com o intuito de que eu não perceba a nítida ira que sente, mesmo sendo uma situação incomoda, acho bom ficar admirando, até assim acho não se perde o brilho. O esconder denota o quão bom tem sido, até a parte chata prefere não demonstrar, talvez para não deixar tudo cai em ruínas, talvez por pura timidez afinal ser pego num momento tão intimo não seja o quisto, talvez seja melhor eu parar com as minhas suposições. Esse momento sempre será compensado quando eu abrir meus olhos e me deparar com o outro par fechado, com o acalento do sono eles ainda são lindos, são eles que me guiam. Minha danação pelos olhos, me desculpe, sou assim. Não quero impor um estado, quero que eles venham como tiver de ser, mas o que eu poder fazer para reverter, eu farei.

25/05/2011

Seus olhos.

Seus olhos me atiçam, tenho a danada da perdição por eles, ali está cravado cada coisa boa que só os de mediano intelecto observador conseguem ver o todo que ali é revelado. Por eles já vi felicidade, brincadeira, excitação, dor, e até a temida tristeza, você não sabe o que são eles com esse semblante, não queira nem saber pois se soubesse teria o mesmo nó na garganta que fico ao me deparar com isso. Nos momentos que estou bem próximo, à um lábio de distancia, vejo coisas que nem as palavras descrevem, nem o já sabido por mim, nesta situação, precisa ser repetido, só de ver, entendo. Nitidamente. Claramente. Lindamente. As dúvidas que podem pairar se esclarecem por si, íris. Só preciso conter a lamúria que me persegue ao ver os olhos em descanso, a minha verdadeira perdição, vejo-me protetor, protegido, bestifico-me com tal, não me apetece outra coisa a não ser admirar, não sei explicar, me perco ali, bem ali, entro em choque e escorrem pequenos filetes. Mesmo com as pálpebras fechadas sinto tudo o que sinto ao olhar dentro da perdição da sua alma para comigo, os seus olhos vivos. Bem vivos. Eu bem sei que isso vai ser a futura rotina, a rotina que escolhi e que vou seguir, pois acredito, simples assim, assim como simplesmente desejo o todo, o tudo. Meu presente.

22/05/2011

Escada rolante.

Tenho medo de escada rolante, seja qual for o seu rumo, subindo ou descendo. Subir denota algo que vai para o além, que se perde nas alturas e que não se sabe exatamente para onde se foi, fica a questão fé, rezar para que lá em cima tenham piedade e que se façam o retorno. Subir é estranho, mas ainda assim é ameno, descer é bem pior. Pegue um momento qualquer na sua vida é faça um teste, veja que alguém que desce por uma delas parece estar sendo engolido, como se não pudesse retornar, puro purgatório, um sacrilégio. Escadas rolantes levam coisas valiosíssimas embora, levam almas contigo, e com todo sangue frio ainda faz a cena soar como a mais bela cena de filme depressivo, ou, mela cueca. Acabo de borrar as calças. Quantas palavras deixaram de serem ditas, quantas músicas deixaram de ser musicadas, quantos livros deixaram de serem escritos por causa de um simples descer? Eu acredito que a solução é a escada fixa, ao menos resta a opção de parar, pensar e quem sabe até retornar. Escada rolante me remete a dor, despedida, e eu não quero isso pra minha vida.

15/05/2011

Caminhando.

Percebo uma evolução, quando realmente queremos , conseguimos. Tirei coisas de mim, que de uma forma ou de outra, me atordoavam. A minha forma de conduzir assusta, sei disto, mas não me privei, falei, e consegui até mesmo a retribuição que não esperava. Crescer, seguir, continuar, vai ser assim, pois quero assim. O bem é tudo que sinto. O mal é o que não quero, mas sei, faz parte, e assim cada vez que o "pensamento único" não vier terá o questionamento, passiveis, que contornaram e caminharam para o acerto, o bem. Minha doença, pois estou dependente, não nego. Minha cura, pois a doença que existe é o meu remédio, sem nenhum vestígio de placebo. Sei que o que resta agora são palavras, mas os escritos enviados e as palavras ditas a mim, só fortaleceram. Lamúria só por o verídico me pegar desprevenido, sou fraco. Mais um registo. O meu último balbuciar foi verdadeiro, e no fim acabou sendo visto e entendido até por quem nem ali faria sentido saber, risos foram ouvidos, mas a real, nem ligo, eu preciso. São tantas possibilidades, seja lá qualquer for, sei que ao lado vou estar.

09/05/2011

Aos seus meus cuidados.

Escrevo com ela de fundo, ela agora faz todo sentido, pois só agora a achei, e foi com a ajuda de terceiros, como e sou grato por isso. Minha vida só fica completa com os clichês, meus clichês, em cada um deles me prendo cada fez mais, fico bobo diante da concretização. Concretizou-se, finalmente foi achada, parece que o sentido fica verdadeiro, como se o que eu não conseguisse falar fosse expresso por outras vias. A via achada é a mais certeira, se eu considerar como veio, tudo se torna homericamente apropriado. A descrição de "olhos", "sorriso", "quando será a próxima vez", até a minha "depressão" está impressa ali (sim, um dia me achei no lixo, natimorto eu devo ter sido, mesmo que de alma). Me sinto mais leve, a tormenta de outras passadas foram apagadas com esse achado. Sim, eu estou entregue a uma música, eu busquei por ela, estava difícil, mas me entregaram de bandeja. Melodia e letra no perfeito clichê, chega a espremer o lóbulo ocular que facilita o marejar, lado que nem mais estou conseguindo controlar. Está tudo tão claro. São por provas visuais, audíveis, impressas, escritas, lidas, sentidas, a tamanhas outras, que vejo acertos. Mentalmente, internamente, externamente, fisicamente, sentimentalmente, ganhos. Eu achei a música. Que os dias seguintes, depois disto (e até mesmo, bem antes disto), seja como o desejado. Eu desejo. Te desejo.

03/05/2011

Eu, "Mãe" Dinah.

Pousar tem o sentido que tem, mas ninguém utiliza, ninguém que eu conheça, ninguém que eu conhecesse, isso sim. O meu dia foi planejado para tal façanha, um dia nunca será demais, de uma forma ou outra é mais que uma necessidade ou trivialidade, é a realidade. Realidade que eu sabia, seria meio seca, dura, perturbadora, mas diálogo resolve tudo. E resolveu, resolveu se contradisser, ia acontecer, não precisava de bola de cristal, só estranhei o tempo, foi tão rápido, não? Será que pequei? Sim, muitos dos meus questionamentos adentraram a mente semi-perdida, pra pecar é só existir. Acho que existo. Só a interrogação me resta. Não estou de bico (mentira), só não sei como será olhar nos olhos, dali, só sei de um par verdadeiro, e os outros o que são? Questionamentos, parei. Sabe o amanhã? (volto a questionar, mas agora pra mim mesmo)Eu tenho fé nele, acredito nele, agora mais do que nunca. São “quedas” que fortalecem, hoje engulo a estranheza mas logo defeco o cuspe de merda em faces puras.

28/04/2011

São seus.

Queria descrever essas linhas, que traços são esses? Contornos simples, com consanguinidade, idênticos, com a diferença do oposto, um deste lado e o outro deste outro lado. Uma mescla de adoração, com umas pitadas de afirmação e, às vezes, negação, mais o complemento satisfação. Quem não conhece o silêncio não sabe o que está perdendo, de cinco sentidos um expressa além do que devia, fascina. Por ele (o par) transpassa mais do que um brilho, parece revelar o interior, fica sendo o espelho da alma, um desalmado se encanta fácil por isso. Um extravagante discreto, com um toque do mais puro topázio, numa hora bruto, noutra lapidado, circundado com filetes perfeitos de tons diferentes, um sim, um não, uma leve discórdia, a mais bonita que já vi. Em repouso, mesmo escondido, existe a situação de se juntar a outros elementos o que deixa tudo ainda mais bestificador. Nesse instante vou atrás disto, sei que é apenas uma imagem, isso já basta para deixar todo o dia com sentido. Tento me concentrar e imaginar, nunca será a mesma coisa. Que tenha isso eternamente. Qualquer coisa descrita é pequena diante.

26/04/2011

Justo comigo.

Sonhos me perturbam, não tenho culpa de não conviver rotineiramente com essa utopia. Eu temo o que é integralmente revelado. Sonho pra mim tem outro significado, ele compete com o que eu não quero, que é a antecipação do que estou vendo, ouvindo, sentindo. Não existe explicação, existe a sensação, estranha, que adentra a mente no momento em que menos preciso disto. Sofrer por antecipação já é algo que faço integralmente em são estado despertado, o momento de sonolência devia ser o do descanso. Temo o que eu tenho. Temo os sentidos que não sentia antes. Temo o rápido, porém intenso. O silêncio tem um vinculo que deixa tudo mais escancarado, quase um assinar de contrato. Prefiro ficar com a parte boa.

25/04/2011

O sentir.

Inspiração. O valor disto pode estar empregado no singelo. Olhos, um par, ele me danam, fazem o impressionante, me perder ainda mais. A perdição, danação, é tamanha que prefiro que continue assim, sinto um acalentado pelo simples. Faltam-me palavras, descrever quando se está perdido é complexo, exatamente como a sensação que paira ao estar perto. Diante dos meus erros a retribuição que recebo só concretiza as partes. Parar para pensar é só a forma de organizar tudo, não por ser bagunça, mas por ser tudo muito amplo, muito denso, forte mesmo. O antes e o depois, o que está no meio é o que importa, e ele que vai fazer o seguir em frente. Estou bestificado, e assim ficarei. Um mês.

20/04/2011

Musicando 2.

Queria fugir deste pensamento, me sinto traindo, só que os acordes ainda estão nítidos, seguidamente do timbre, ainda está sendo uma perturbação, só para completar a lamuria, é um timbre feminino, minha eterna perdição. Imaginei já ter ouvido antes, num momento especial do qual eu nem lembrara, o matutar é capaz de coisas inimagináveis, engano, eu sei. Mas pensando bem existe a probabilidade de que lúdico ser real, e se realmente for, a música que tanto busquei foi encontrada. A libertação foi doada. Sim, o fim foi posto no momento que dividiu ela comigo, Alguém Como Você foi o que nem imaginei, e de quebra entregou ela pra mim. Em breve a confirmação do já quase confirmado. A sincronicidade se fez presente mais uma vez? O meu presente.

19/04/2011

Musicando.

Confesso que queria a música, sei lá, seria o meu meio de estabilizar o que já sinto, apenas um dos meus clichês. Só que me deparei com a composição que não estava esperando, não mesmo, o susto é natural, ela veio numa hora que não devia, mas acabo sendo grato, já não consigo nem marejar, ao mesmo tempo em que ela fez lembrar, machucar, ela é o termino de tudo, uma espécie de enterro do que já estava sendo velado. Talvez o partir para o Rio rumo a perdição e fim de um som, não tenha sido suficiente. Não foi mesmo, porque Só Agora está tudo definitivamente apagado, prova disto é o que sinto. Só Agora já é um sinal, mas vou buscar outro timbre só para concretizar o que o presente tem sido pra mim. Um presente.

17/04/2011

Não me leve a mal.

Só estabilizando, assim vejo o quão errante sou, não por ter pessoas ao redor, somente por eu ser quem sou. Como ser capaz de magoar alguém que só retribui seus atos com bondade, com compaixão? Porque errar quando o mais fácil é acertar? O caminho decidiu mudar e, consequentemente, me mudou, mudei, não sou mais o mesmo, estou dependente e fraco, fraco pois não me reconheço mais, quem afinal sou? Eu sou o errante lembra? Lembrei. Lembrei mais já quero esquecer. As palavras escritas ferem, mas as faladas cicatrizam, elas são lúdicas, ou quase isso, pairam em outro nível, mas quero os escritos mesmo sim. O silêncio perturba tanto, o não sorriso, o não olhar, o não tocar, o não falar. A cobrança, algo que está adentrando traiçoeiramente, não confio nela, só por ela desconfiar, a cobrança podia ser mais branda, menos intensa, aqui não é bom ou ruim é apenas a condição que não condiz. Não foi fácil, pensei tanto, faria algo que não queria, eu sei o que se passou, entendi da dor, mesmo não sedo a minha doeu sim. Eu não sei escrever sobre o bonito, o podre me cerca, não seres, e sim eu sou, áurea sem sentido. O que atrai não existe palavras para descrever, só contradiz com a minha realidade. Agora eu sinto tudo, está mais forte que eu, e cada dia que passa mais aprendo. Entenda, são cuspes, apenas cuspes, nem digeri, estou degustando e assim prefiro, não quero digestão.

04/04/2011

O que resta.

O virar as costas é a homérica punhalada que recebo, é um resgate do que nunca tive. Agora dói e fica latejando, interminavelmente, só pra me fazer lembrar do ato. Me comprimo, fico nano, mesmo sem ser ou ter grandezas, a única que posso ter de gigantismo é essa angústia. Dói ver tudo, não por nada, mas por ver os olhos, me perco sem chances de achar um destino. Os neurônios capricham nessas horas, pago por tudo, até pelo que não fiz, até por essa dor. A dor me leva para outros caminhos, minha doce ilusão. Estou crente na minha descrença, logo, resta um pouco, que sei, será muito. Muito que emprego, muito que quero, muito que espero, muito que deixaria, muito que acompanharia, muito que posso fazer. Hoje quero só seguir e continuar. O travesseiro me assombra, sinto falta, por instantes que nunca foram assim. O amanhecer é distinto, fica brincando, estou me perturbando. Não resta.

26/03/2011

Concubitente.

A conclusão de um ano e meio.
A despedida do lugar onde tudo começou.
O patriarca, o retorno.
Comedians onde se ri só por rir.
Sommer Soul (alma) Festival.
Ligação de emprego da Relacom.
Mais um para me chamar de tio.
Outro estado, não mais São Paulo.
A minha lamentação em um lugar distante, por uma música.
Minhas noites enfermas.
Minhas noites de falta de inspiração.
Bravura Indômita.
(Nada disto foi assentido).
O fim dos incisos.
Foram muitas coisas, estão sendo muitas coisas, todas sendo apagadas pelo tempo e não sendo compartilhadas, como um dia foi. Eu sinto falta, mas essa falta está sendo curada. O que os olhos não veem... Hoje teria tudo para ser um dia feliz, possivelmente teria o planejamento antecipado de como aconteceria o agradecimento por tudo que foi feito a mim, eu sei que isso não é sabido por você, parte por não querer enxergar, parte por simplesmente não querer... enxergar. A antecipação que aconteceu desta vez foi só este escrito, não me resta nada além de escrever. Eu queria que fosse tudo diferente, eu queria que existisse uma separação do necessário, do corriqueiro e do verdadeiro, queria que tivesse certo, mas quem sou eu para achar que a atitude toda para comigo não foi a correta? Sei que sempre ficarei incompleto, que tudo que eu fizer não vai suprir, mas serão os meus escritos que tirará o meu mal estar. Acordar com imagens tão nítidas e descobrir que só foi mais uma (rara) utopia. Lembrar que fui esquecido, que tudo que eu falei não foi absorvido, que pequenas datas passaram sem nunca existir menção, que coisas simples, que idade eu tinha?, nem passou pela cabeça. Se eu errei pode ter certeza que foi somente para agradar, para mostrar que a importância vinda por mim, apenas por mim, foi, e é, homérica. Vou ficando fraco, vou me corroendo, só pra poder tirar forças, pois a minha fraqueza é a minha cura, o meu placebo.

Lembra quando.

Lembra quando eu mandei sinal de fumaça? Lembra quando eu nunca pedi? Lembra quando eu vi pela primeira vez? Lembra quando existiu o primeiro oi? Lembra quando existiu a primeira conversa? Lembra quando eu pensei nos longos quinze dias? Lembra quando foi o retorno? Lembra quando tinha o canto VIP? Lembra quando eu descobri a página na rede social? Lembra quando eu tive o número? Lembra quando brisavamos em qualquer um dos cantos? Lembra quando teve a discussão com o sabichão? Lembra quando vimos as duas pela primeira vez? Lembra quando te encorajei? Lembra quando eu torci? Lembra quando decidimos os codinomes? Lembra quando teve um tweet fantasma? Lembra quando esperei? Lembra quando era cedo? Lembra quando fiquei preocupado? Lembra quando tive a confirmação? Lembra quando tudo se apaziguou? Lembra quando perdi as palavras? Lembra quando eu corri? Lembra quando fiz o que não devia fazer? Lembra quando fiz o que não queria fazer? Lembra quando eu fiz o que queria fazer? Lembra quando teve a primeira virada? Lembra quando foi a primeira viagem? Lembra quando pegamos o Gol? Lembra quando teve a primeira tosqueira? Lembra quando eu preferi o silêncio? Lembra quando eu fui mas a mente estava em outro lugar? Lembra quando o intervalo ficou em mais que a metade de um centésimo? Lembra quando existiu a esperança? Lembra quando tiraram a esperança? Lembra quando eu virei, não me contive e chorei? Lembra quando te vi chorar caladamente? Lembra quando eu só pensei nisto? Lembra quando o que mais queria era o seu bem? Lembra quando te coloquei a frente de qualquer coisa? Lembra quando falei da minha consideração? Lembra quando eu preferi a verdade? Lembra quando eu preferi a mentira? Lembra quando eu preferi a omissão? Lembra quando eu esperei a ligação? Lembra quando o fim foi sentido? Lembra quando o ruim começou? Lembra quando tudo acabou? Lembra? Não, não lembra.
*Li Fernando Bonassi, e com toda a minha desculpa, peguei a inspiração que me foi doada.

25/03/2011

25 barra 03.

Adorei o esperar. Adorei o olhar. Adorei o sorriso. Adorei o sotaque. Adorei o caminhar. Adorei a timidez. Adorei as sardas. Adorei o cabelo. Adorei as pernas cruzadas. Adorei o mexer no meu tênis. Adorei a conversa. Adorei o igual. Adorei o diferente. Adorei a confiança. Adorei a reciprocidade. Adorei a verdade. Adorei o quase choro. Adorei a troca. Adorei o cheiro. Adorei o toque. Adorei a saliva. Adorei o beijo. Adorei o pensar. Adorei o todo. Adorei o adorar. Bobão, lunático. Eu.

20/03/2011

Invisível.

Um jogo de luzes, sem muitas variedades, pouquíssimas na verdade, super seletas, mesmo assim me fascina, por eu ser bobo. Ser bobo. Nesse jogo de luzes existem vários peões, sendo cada um de um tipo, cada qual com a sua pastagem, uma vitrine da vida, vida real, ou mais ou menos isso. Daquele emaranhado de vivencias, sempre me distraio quando dou conta de mim, lembro o porquê de tudo, sei o porquê estou ali, não o que faço ali. Intuitivamente espero, os trezentos e oitenta graus é frequente. Se fosse só por mim, sei que a mente cessaria, mas existe um compartilhamento, pouco mas o suficiente para me ludibriar. Mesmo sabendo do jogo, me deixo ser levado, só por uma questão, eu sinto, só isso. Eu escolhi a cor mais sem graça, o branco, mas não é bem um branco pois ele é a junção de todas, fico mais para um tom de água, translucido. Tentei ser outra cor, mas sempre soube do meu lugar, fico submisso, só vendo, cada parte sendo desenvolvida, já consegui me conter, deixo tudo como deve ser, no silêncio, invisível. A mente vai sempre além, tudo não deve ser tão gratuito assim, palavras que são divididas, compartilhadas, que, de alguma forma, podem sim estar corretas, com um "q" de esperança. Esperança que nunca tive e que nunca vou ter, agora só falta dizer isso pra mim mesmo, pra minha mente (como se eu tivesse domínio por alguma coisa). Um jogo com todos os pré-requisitos, até trilha sonora existe, a música veio a calhar perfeitamente, e sempre vão surgindo complementos para cada fase, que parece ser sempre a mesma, até então. Um dia o jogo pode virar, quem sabe eu salvo isso? No fundo no fundo ainda jogo por ser bem difícil, complexo, quem sabe quando o fim chegar descubro que nunca teve graça alguma. Assim, eu fico esperando, afinal é um jogo, uns ganham, outros perdem e mesmo sabendo das minhas chances eu invisto na minha mediocridade, só assim para ter umas perspectivas. Não sei de nada, sei que estou num jogo.

12/03/2011

Minha querida.

Forte, derradeira e feliz, feliz por conseguir do jeito que ela quer, dominante. Não lembro com precisão, sei que me acompanha de uma forma quase psicopata, há tempos. Sempre sutil e sádica, quanta ironia... chega como não quer nada, na moita, e sempre aplica o golpe com carinho, normalmente, ou melhor, sempre, na cama mesmo, me reviro entre lençóis, numa tentativa de fuga, besteira, ela tem zelo e fica faz o que bem entende. A mente processa coisas inimagináveis, busca refugio no amanhã que não chega, no nascer de um sol que não acontece, lembra até do passado esquecido, tudo para não vivencia o momento do qual ela, a dominadora, se faz presente, em vão. Me acalmo, faço o momento seguir, sou fraco diante de hospitalidade. Deixo acontecer, para o seu deleite e ela bem entende, segue passional, invicta, e se satisfaz. Quando tudo acaba, nem mais vou lembrar, até chegar o próximo instante da nova empreitada. Porque nunca me preparo para isso? Obrigado, minha querida insônia.

09/03/2011

O "impostor".

Ser o que não sou, se passar pelo papel que mal sei o contexto. É, bem assim. Estou internamente saturado, sei bem o que acontece. Faço tudo para pelo menos uma parte ficar na melhor, mas a dita felicidade de uma é a tristeza de outra. Efeito borboleta. Pouco, não precisa muito, um olhar basta, pior, quando nem ele lhe é direcionado. A "aceitação" (em aspas, claro) existe pois fica pequena diante do bem maior. Tudo por culpa de um erro, que possivelmente não existiu, mas que se fez na mente e que se tornou e ficará presente, no presente, cravado, só para revigorar o já pensado. O papel de cara lavada que fiz foi só por saber: não sei do amanhã, só quero o sorriso, que seja de um ser ao menos. O meu eu guardo para o fim, ou melhor, para o final.

05/03/2011

Engano.

Caps lock, o modo da escrita que me fez duvidar, por um curto instante pensei ser quem não poderia ser. Minha cabeça tem a tendência de me levar ao erro, erro tantas vezes, não poderia ser diferente, foi só mais um. Fiquei em transe por alguns instantes, diante de tudo que (não) aconteceu. Seria possível tal proeza? O contato foi só mais aquela linda ilusão. Por minutos achei que seria diferente. Sei que se for uma semana, será uma semana, se mudo eu ficar o silêncio vai me acompanhar. Algumas coisas não mudam, só caminham, ao contrário de mim. Atrofiei as ideias, comprei algo que não teve valor, fui enganado por mim mesmo.

20/02/2011

Minha fuga.

Há dois anos fui dominado, cada vez que os acordes soam, minha mente parte para outro plano, viajo, sem sair de onde estou. O timbre é o tiro certeiro, atinge profundamente como se só o que restasse fosse a dor que paira sempre. Foi por ela que senti algo que nunca senti, toda vez foi um pequeno inciso feito, para o próprio inciso. Ela ficou totalmente ligada a parte pulsante de mim, ficou ali para cravejar que cada vez que soasse fosse lembrado que tudo tinha um único motivo, o motivo da dor, mesmo que omissa, foi ela que marcou. Bani, tirei a única prova sonora de que poderia realmente me lembrar, mas ela sempre rondou em meus ouvidos e com a certeza de que sempre cairia a simples, mais densa, água salgada. Minha libertação só poderia ser a lamentação, mas não como uma qualquer, como as muitas que tive, a despedida, a forma pura de tirar tudo que me atordoou, sim o dia chegou me libertei. Tirei um peso dos ombro, uma prece para o ainda acreditei, que firmou com os mesmos acordes que me sacanearam um dia, deixo uma parte de tudo para trás, não reviver algo que não passou de um mero pensamento. Sinto-me leve. Posso caminhar com os meus passos.

18/02/2011

Equalizando.

.Sabe, queria nesse mo... FODA-SE (sem aspas), não por nada, simplesmente por você já saber como é, nem precisa ser Mãe Dinah para prever certas coisas. Imprevistos. Sim acontecem, mas aí não fica valendo o que aconteceu e sim o que sucedeu, entendeu? Desculpe não vou desenhar. Cadê a mente que eu tinha apreciado há um tempo, morreu? Só pode ser, mas entendo, neurônios nascem e morrem constantemente. O grande problema é que o problema pode ser resolvido de uma forma que ameniza o problema, você pensou nisto? Não né, muito problema de uma vez só.
O que me resta depois disto tudo?
(Pensando).
.2
Tudo o que eu fiz foi em vão? Acho que o tempo dedicado foi só para eu pegar e deixar passar mesmo? Não é bem assim, eu empreguei um valor, você não tem noção, não mesmo, nem eu tenho.
Eu me lembro de uma coisa e consegui retomar a ela, ser pé no chão, porque me esqueci disto? Possivelmente por ser burro mesmo, eu fui no firmamento, fui que nem vi, mas já cai, que bom.
De tudo, de tudo, como você pode saber o que é bom pra mim? Não existiu uma abertura, tudo ficou na frigidez, nada passou para o diretamente, e assim tu julgas? Não faz sentido algum.
Eu estou no choque, no choque de saber que eu perdi sem ao menos ter ganho, “ganho” não no sentido capitalista-sentimental, mas no sentido que nada tenho, nada.
Pra você Sr. Destino, a casa do caralho, sim lá mesmo, esquina com a puta que te pariu, aqui tu não tem vez.
Até. Até quando?
(P.S.: Ligue os pontos).

16/02/2011

Indescritivelmente insabível.

Neurônios bulidos. Mente estragada. Sentidos entregues e perdidos. O sorriso é uma fantasia, estou bem mesmo assim. Criou-se toda a comoção, mente, membros, todos eles, em uma única coisa. Meus pés estão vingados, não se quero mais sair deste campo de concentração totalmente dominante/submisso. Dominante pois é o que quero. Submisso pois assim permito. O diluvio final está para chegar, que chegue, que destrua, que polua, que contamine, mas que antes de tudo chegue. Sou fraco, fato, mas eu tento, permitirei, por essa vez, não posso só criar a barreira, a inundação já chegou. Tudo isso só tem uma coisa, só não sei o que é.

12/02/2011

Primeiro passo.

Parando e refletindo o meio utilizado não é o mais seguro, muito menos o mais adequado, ali é só uma válvula de escape. Tirei a sorte, sim eu sei. Sei que estou perdidamente perdido. Sei que estou vegetando numa situação que de uma forma ou de outra nem quero sair, por ter me achado ali plantado. O hoje acabou de chegar e eu estava esperando diferente, de uma forma eu entendo, medo, ele faz parte, de outra fico só nos questionamentos internos, eu quero, eu preciso, eu já suplico, porém preciso da chance. Avaliando todas as partes estou em nítida desvantagem, normal, será sempre assim, mas acho que quero mesmo assim. Não é risco, não é perigo, não é desconforto, é só deixar seguir, fluir da maneira que tiver de ser. Existe um valor empregado, e esse será difícil de tirar, até por que estou vendo pelos olhos de outra pessoa, a outra que existe dentro de mim e eu nem sabia. Estou agindo com palavras, apenas. Francamente, que coisa de fracos. Esse sou eu, pra mim mesmo.

09/02/2011

Desta idéia só cabe um palavrão.

Pô eu sei que não sou cara mais certo do mundo, nem é esse o meu objetivo de vida, mas tem coisas que aborrecem, porque do meu ponto de vista entendo que fiz da forma que tinha de ser feiro, claro, podia ser diferente? Sempre pode, mas fui pelo caminho que mais vi ser verdadeiro, mais eu, sem ludibriações. Sou esquisito, sou chato, sou mórbido, sou depreciativo, sou depressivo, sou o caralho a quatro, tudo isso comigo mesmo, coisa interna, se transpasso é por não ter domínio. Cansei de ver indiretas, será que esse é o caminho? Você já parou pra pensar que o mundo não gira só em torno de você? O que escrevo pode ser para outra pessoa? Por um acaso esse texto aqui é para você? Como você sabe? Tá vendo, é coisa da cabeça, da SUA cabeça, nada mais. Minha parte eu fiz, poderia fazer muito mais, só que rola um bloqueio que em parte não entendo. Tudo pode ser esclarecido integralmente, dúvidas não vão levar ninguém a lugar nenhum, pois essa dúvida se diz respeito ao que fiz e não existe ninguém melhor do que eu para tirar essa névoa de idéias errôneas que está te consumindo. Estou escrevendo pra que sabe para com essa infantilidade de uma vez por todas, ou tu senta no pau ou corra para o seu lado CARALHO! Pequenez da porra. Љ
(P.S.: neste blog existe comentário anônimo, usufrua).

08/02/2011

Mais uma interrogação.

Transferido? Transferir é fácil? Por que não provo isso pra mim mesmo? Simplesmente por não ter veredito, a prova, a única prova é só o buraco que existe, ali será eternamente visível. Ideias são fracas, elas se perdem por sentimentos bobos, às vezes até por palavras. Então vamos lá: Sincronicidade – foi por ela que entendi o que existe; Torpor – ela que enxerguei o pensamento, foi pro ela que me perdi e por ela permaneço perdido. Adiar um ato consuma num fato e assim não fiz o fato chegou antes. É uma vincada que lateja periodicamente, é só lembrar que o ornamento está ali, cravado. Estou sobriamente entorpecido, os meios de motivação agora são o fim, é terrível de encarar. Não sei deixar o passado, ele é o presente para mim. Só quero o ponto.

Mais uma tentativa.

Já estou deixando escritos para trás,pulando, a necessidade está mudando, não por mim, mas pelo todo. Eu plantado, exatamente assim, por opção, assim quero estar, quero deixar o passado no seu devido lugar, quero olhar adiante, assim estou me sentindo, me fazendo. Estão me fazendo. Não existe regra, não existe pretensão, não existe disputa, não existe hipocrisia, não existe um olhar cego, existe um sentido e assim vou sentindo. (interrupção: o que eu queria acontece mais uma vez...) (...estou melhor, será que consigo dar continuidade aos escritos? Inspiração não falta-me, tentarei) Não existir uma balança, me sinto neutro, mesmo diante do todo, nivelado. Estupidamente fascinado. Até música veio embalar, culpa da sempre esquizofrênica sincronicidade. Imaginar não fere, então eu faço, deixo fluir, por que deixar? Um pequeno, pequeno medo me perturba, mas nem dele quero saber, tão logo esqueço, deleto. Sabe, sei pouco, e com esse pouco eu quero seguir, simplemente deixar, quem sabe, quem sabe. Vou me perder mas desta vez vou escolher aonde.

07/02/2011

Que nome dar?

Só uma mania, maneira de transpassar, embora não valida em muitas ocasiões foi desta maneira de tirei muito dentro de mim. Compartilhar para talvez alguém aí do outro lado, entender a si mesmo, maneira lúdica de me explicar. O tempo passa, muita coisa ainda fervilha aqui dentro, mas ao pouco tudo está cessando. Sinto um medo, medo que de uma forma conforta, estou conseguindo ver um outro lado. Confesso que praticamente não foi nada, mas esse “nada” está me fazendo crer que ainda posso ter alguma coisa. O medo vem por eu não saber exatamente o que é isso, foi pouco, não poderia ser esse muito que está sendo. Estou esperando, esperando pacientemente, por um momento, curto , que seja, mas quero esse e muitos outros. Sabe os olhos? É minha sina, eu me perco fácil, e se eu ver o que acontece? Não sei, sei que preciso da prova real. Foram incisos a fora, todos em vão, só com sentido para mim e mais ninguém. Quero repassar. Quero vivenciar, como um dia pensei. Existe um compartilhar que está expandindo o meu maldito pensar além, mas desta vez vejo tudo brando, que assim seja. Sabe onde conforto pode estar? Pois bem, pode estar bem aí, e ser realmente for aí acho que quero, da forma que for.

30/01/2011

Cartilha.

Descobri que com toda minha burrice consegui o ensinamento, um só. Desenvolvi uma cartilha com todos os princípios da parte em questão. Isso estendi para uma evolução rapidamente lenta mas que teve um progresso. Sem perceber, tudo foi feito somente para mim, uma cartilha pessoal, totalmente intransferível, com um valor que nunca conseguiria dar se não fosse a base. Foi algo soprado do vento para os meus pés pois foi ali que encontrava-me-se, no chão, no fosso que nem sabia que poderia sair. As primeiras palavras estava dispostas em forma de íris, difícil leitura porém de fácil entendimento, ali seria o diferente, o que precisava. Dias a fio de motivação, escrevi conforme fui vivenciando. A parte ruim sempre se fez presente, ela que me mostrou, tinha um prazo. De uma forma ou de outra, desacreditei, porque não posso só escrever e vivenciar ao mesmo tempo e nada mais? Não posso pois devia ter o cabresto de ver que mesmo existindo os lado, olhar para frente às vezes é a melhor solução. Assim não fiz. Insisti em seguir com a cartinha vivenciando os meus lados. Todos os lados foram uma coisa só, a cartilha. Fiquei entorpecido, viveria só escrevendo, nada mais, mas tudo muda, os caminhos se alteram. Água, mesmo translucida pode destruir toda uma ideia. E assim foi. Me destruíram. Ela me destruiu. O sentido de tudo foi alterado, não o meu e sim o da base. Cada coisa escrita foi vã, pois não fez sentido, não precisava mais escrever, já estava tudo bem nítido na mente. O fim chegou, foi cruel, tirou tudo que pensei, planejei e projetei. Ficou tudo na mente. A cartilha sobreviveu e sempre terá espaço para mais um capítulo. O nome dado cartilha? Dor.

25/01/2011

Já disse? (Transferido).

As possibilidades são múltiplas. Eu posso ficar aqui e esperar, posso ir e me entregar, nada pode acontecer, tudo pode acontecer. Agora sei o que quero: admirar. O pouco pra uns é muito para mim. Quero só um olhar, um só. Quero entender, enxergar através, ver o que pode ser, porque não paro de pensar? A nítida educação, a simplicidade da escrita, ver em qualquer umas das disponibilidades (status) possíveis, só quero perceber a presença. Meu bloqueio é não querer incomodar, não quero perder pois nem o inverso conquistei. Não sei o que mereço, sei o que eu penso. Estou sendo refém de mim mesmo. Preso no meu pensar. É só uma distância.

22/01/2011

Retrocesso.

O meu clichê, eterno clichê, é o amanhã, sempre que ele muda de nome, me derruba, me sinto incapaz, com a conclusão de algo que não conclui, nada fiz. Tento achar que é só mais um, que o próximo tudo ficará melhor, ledo engano, maldita ilusão. De tudo que posso fazer, um simples ato é o que sei que precisa fazer, mas que por puro egoísmo, deixo de lado. A importância da minha vida está alocada em quem perdi. Clichê por clichê, mais um que me toma: ser feliz pela felicidade alheia, furto um riso aqui, um olhar ali, e assim vou seguindo. Um simples dialogo de dois seres felizes num blog qualquer me anima, é bom ver que o pouco pode ser muito para outros, e que só o fato de um existir tornam-se mais forte para outro. Tive minha fase de se embobalhar por qualquer coisa, mas agora o retorno as origens se empreguinou, e não vai mais sair, se estabilizou. Só acho estranho o furo que existe, ficou um vácuo, sem chances de se reintegrar. Dou passos sem muito bem saber que caminho tomar. Só sei que seja o que for que eu faça, não vou esquecer.

19/01/2011

Travesseiro.

Eu vejo além. Não vejo isso como dom, são coisas da minha cabeça, imaginação. Desisti de coisas que sei, poderiam me ajudar, me animar, me salvar, me curar, só que tudo tem um preço e esse preço eu não quis pagar. Essa imaginação tende a vir com pitadas da realidade, realidade futura no caso, e por enfrentá-la ganho só a perda. Perda por perda prefiro antecipá-la. Muitas coisas que eu deixei para trás foi só para poupar uma visão que me atormenta. Uma lista não caberia em escritos, ficam mais no arquivo caixa-cinza, ou massa cinzenta. Não quero mais entender o mundo, no fundo nunca quis isso, agora vou seguir do jeito que eu aprendi. E esse aprendizado foi autodidata. A ira só me faz refletir e o pós-reflexão tem seu valor. Erros. Acertos. Não me importam mais, sei que saturei. Eu deixo o vão destas palavras.

12/01/2011

Só para me desestabilizar.

{O ser, perfeitamente ali ao meu lado, palavras secas e frase perfeita. Meu sofrimento, a ligação mais uma fez existiu, tudo ali lindamente, olhos, boca, e tudo que faz parte do conjunto, uma pequena mudança: a cor bronzeada avermelhada, e um short não costumeiro. À mim restou a lamentação, sou fraco. Restou-me a fuga. Internamente desejei algo do tipo ficção e assim aconteceu, ruas lotadas e a perseguição, o reencontro e as palavras certas, mas uma vez tudo claramente ali na linha frente. Agachado, para conter minha lamentação, os disseres foram certeiros, o riso mais uma vez eu vi, até as curvas que não lembrava, estava nitidamente ali, um segundo, um subir de escadas...} PUF! A utopia realista aconteceu,frações de segundos que me mostram mais do que preciso. Fraquejei mais uma vez.

04/01/2011

Admirando o anacrônico, claro e escuro.

Música, palavra ampla. De deuses aos morros, ela adentra tudo, ela designa muito mais do que um ritmo, música é um estilo de vida. Música ter por aí aos montes, de “não” música à música propriamente dita. Essa escala existe mais aqui vale a minha. Eu não acho versos verdadeiros, não acho coisa vinda da alma, no mundo corre cifrões (e quem não quer?). Música é um conjunto de fatores, letra, melodia e o ingrediente principal: a verdade, seja pela alegria, decepção, dor, por lapsos de qualquer acontecimento, sendo do fundo da alma tem todo o seu valor. Pode existir um outro lado nisto tudo. E existe.
Só De Passagem, sou eu, puramente eu, nada no mundo descreve-me tão fácil assim.
Temporal, o meu tempo, atemporal, mais um lado meu totalmente decifrado.
Equalize (que escuto agora) foi feita para você1, você que não paro de pensar, que sempre vou levar comigo onde estiver de estar.
Déjà Vu é a lição que devo aprender, mas só consigo ser o inverso, um dia ela me ensina.
Na Sua Estante, a despedida dura, o fim que chega, que não posso mais ver, cadê o meu irmão? O único que ganhei sem pedir, o único que perdi pelos meus próprios meios.
Pulsos, aqui eu me rendo, eu deixo ser levado, esses incisos doem amargamente aqui dentro.
Me Adora foi o ódio que passei no Inferno2 para com o Caixa D’água3 e nunca consegui transpassar, até então. Sim, mostrei o encarte do compact disc para ele, eu precisava disto, o meu cuspe em sua cara, e o recado foi bem passado.
Só Agora, o meu inciso, o mais puro dom de me fascinar pelo que pode vir, pelo que posso ter. Sofri quando ela foi desvendada, queria ela só pra, e mais ninguém.
Minha vida se trilha assim, com música, que não são minhas mas sei que foi escritas com toda a verdade do mundo. Não precisa entender, mas eu preciso sofrer com cada uma, por cada uma. Por cada lágrima que derramei, por verdades ali ditas, será a força que vou tirar de dentro de mim. Estou fraquejado, angustiado, azedumado. Porém estou aprendendo sobre mim, por quem nunca toquei, por quem nunca beijei, por quem nunca olhei diretamente aos olhos. Olhos: espelhos da alma. E ali está tudo, e quando é verdadeiro, reluz, assim, de mansinho, mas com a mesma intensidade de algo homérico, destinados a selecionados. Toda vez que te ver ali, pequenininha, nos palcos da vida, mas com a escrita verdadeira cantada com a verdade, vai ser a minha forma de deixar a mente sã. Que sempre tenha, de surpresas com aquela dose recantada de Cálice, seja pelo Agridoce, eu só quero é sentir esse dor que cada uma das me passam. Saiba, quero viver na sua musica, quero só poder escutar, que a surdez me acompanhe mas que seja com cada uma no talo.
Por cada uma das parte que a ajudou, obrigado.
Nada literal, só o que sinto.
1 Sim é você, só você e mais ninguém.
2 Multinacional do ramo Varejista, do qual foi escrevo por um regime capitalista total.
3 Gerente da Multinacional do ramo Varejista, que só sabia o caminho do qual a sua bunda devia sentar, ou nem isso.