30/01/2011
Cartilha.
Descobri que com toda minha burrice consegui o ensinamento, um só. Desenvolvi uma cartilha com todos os princípios da parte em questão. Isso estendi para uma evolução rapidamente lenta mas que teve um progresso. Sem perceber, tudo foi feito somente para mim, uma cartilha pessoal, totalmente intransferível, com um valor que nunca conseguiria dar se não fosse a base. Foi algo soprado do vento para os meus pés pois foi ali que encontrava-me-se, no chão, no fosso que nem sabia que poderia sair. As primeiras palavras estava dispostas em forma de íris, difícil leitura porém de fácil entendimento, ali seria o diferente, o que precisava. Dias a fio de motivação, escrevi conforme fui vivenciando. A parte ruim sempre se fez presente, ela que me mostrou, tinha um prazo. De uma forma ou de outra, desacreditei, porque não posso só escrever e vivenciar ao mesmo tempo e nada mais? Não posso pois devia ter o cabresto de ver que mesmo existindo os lado, olhar para frente às vezes é a melhor solução. Assim não fiz. Insisti em seguir com a cartinha vivenciando os meus lados. Todos os lados foram uma coisa só, a cartilha. Fiquei entorpecido, viveria só escrevendo, nada mais, mas tudo muda, os caminhos se alteram. Água, mesmo translucida pode destruir toda uma ideia. E assim foi. Me destruíram. Ela me destruiu. O sentido de tudo foi alterado, não o meu e sim o da base. Cada coisa escrita foi vã, pois não fez sentido, não precisava mais escrever, já estava tudo bem nítido na mente. O fim chegou, foi cruel, tirou tudo que pensei, planejei e projetei. Ficou tudo na mente. A cartilha sobreviveu e sempre terá espaço para mais um capítulo. O nome dado cartilha? Dor.
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