31/12/2010
Inciso jazido.
Sempre fui o cara perdedor. A vida me fez assim, ela sempre foi filha da puta comigo. Nunca lamentei por não conhecer o outro lado. Um dia parte disto mudou, não sei o motivo, sei que de alguma forma alguém olhou por mim. Desenvolvi algumas teses, umas aceitáveis outras nem tanto, o que sei é que foi algo gratuito, foi algo enviado para o meu próprio bem. Esse bem, mesmo tendo nome oposto, foi intenso. Respirei, alimentei-me, vivenciei. Rir quando tudo não está nos melhores dias, ter o conforto do acalento. Sei do que foi feito por mim, não esqueço. Hoje não sei de todas as partes, sei que fraquejei, as linhas mudaram e eu não quero fazer parte desta mudança, pois simplesmente, agora, não sei quem é você. O valor que eu dei foi por descobrir que dentro de mim, existiu algo além da podridão, algo com um valor que pôde ser transpassado. Eu falei, no primeiro dia eu caio. Existiram muitos primeiros dias seguidos, agora estou curando um buraco que não se fechará mais, vai ficar ali, como uma lembrança de cada dia. Por fora até existe um riso, uma motivação para seguir em frente, mas por dentro estou numa lamentação profunda, por ser quem eu realmente sou, por saber que nada terá retorno, que tudo que eu fiz foi pouco. O pouco, que não de tratado do que eu fiz, tomou conta e te dominou, e essa dominação não estou a fim de compactuar, por não acreditar mais na sua verdade. Cadê o brilho dos seus olhos? O que eu mais apreciei foi arrancado, algum desalmado furtou e nem isso foi percebido por você. Talvez eu saiba do criminoso, o que eu não quero é encará-lo, pois como bem escrevi estou fraco. Eu queria ser diferente, ter forças, esquecer do meio e ficar só com o início, mas conto o todo e não partes e também não quero só partes e se for partes quero elas por completas e não lapsos ou sobras. Cada aspirar é tão rarefeito que desistir foi cogitado, porém imaginar estar presente me isenta disto, só por saber que está aí, em qualquer lugar. A partir de hoje sem incisos, eles não têm mais fundamento. Meus escritos existiram, ou por ter inspiração de cada dia, da mais pura simplicidade às homéricas conquistas, ou mesmo com a dor de pano de fundo, pois acreditei num no final tradicional, agora ficaram privados em minha mente, num canto profundo para nem mais eu ter. Cada um deles foi um sentido: ri, chorei, desesperei, cai, levantei, preocupei, agora só estou ferido, sem cura. Desculpas não cabem aqui, o meu erro foi ter lutado, por acreditar em algo que talvez não tenha existido e se foi um erro a minha tentativa foi acertar, e por isso... só perco as palavras. Eu desisti, eu entreguei os pontos, mas eu não mudei, continuo sendo o mesmo, a mudança não foi minha. Tudo o que eu não queria aconteceu, agora, voltei a ser quem eu era antes.
24/12/2010
Preciosa.
Como tudo é cômico... tragicômico talvez calhe melhor. Eu, o errante. Errei, pois brinquei, brinquei com o lance do sentimento, sei que feri a parte de dentro, e que nunca devia ter tido um afago pós-punhalada. O tempo tem seu tropeços, só desconheço isso pois eu sou o próprio tropeço. Como tudo o que fiz pude sorrir de novo, o sorriso por si só, já muda o meu dia. A questão não é ter, é questão o ser. Ser, apesar de tudo, amigos, que mesmo enfraquecida pela distância, se fortalece com as banalidades de um torpedo, mas principalmente ter, daqui pra frente, momentos pra sempre rir. As pessoas são complicadas, parte da complicação está em nossas cabeças, ou melhor, na minha cabeça. Aprendi muito no dia que tudo voltou ao antes, quando deixei a minha parte errante de lado e voltei a rir sem pudores e privações. São dias, bons dias, que o mesmo tempo que destrói mostra que pode dar forças. Estou (eternamente) enfraquecido, mas sei que tenho bom ser como amigo. Aqui poderia ter um obrigado, mas sempre acho que um "desculpe" cai melhor. Desculpe-me. Mas é bom poder sorrir de novo.
16/12/2010
Desnomimal, conhecido por: sem nome.
Eu escrevo para você. Tudo, cada um destes malditos incisos, sempre foram para você. Você nunca saberá disto, você não existe. Se você não existe isso foi só uma prova de utopia. Utopia que vivi mas não quis enxergar. É complicado ver através da névoa, mas um dia ela cessa. Ela cessou e a vitória de um dia não ser mais bastardo transformou-se em dor, e cada vez que ela bateu, lamentei, homericamente cênico, mesmo sendo verdadeiro. A distância será só um caminho dentre os vários existentes, não te culpo, culpo a mim por ser quem eu sou, pois luto por aquilo que acredito e eu acreditei muito em você. Não me importo em ser cego, importo-me em enxergar e agora ficou tudo claro. Claro assim como o escuro, que sempre tem um pouco do oposto, mas sempre será de difícil entendimento. Eu lamento sim, por você, por vidas cruzadas que não levou a lugar algum. Os meios contam, assim como o começo, mas é o fim que define. Final feliz ou não, sei que ele chegou, e eu estou aqui, bem aqui.
10/12/2010
Menina.
Atributos físicos contam? Contam. Vi, apreciei e por intermédios me aproximei. Por um longo tempo, admiração. Acordar e poder (pelo menos) ficar olhando, me fez platônico. A divisão, o topo e o chão. Eu, o mais baixo. Vi, revi e vivenciei, dia após dia.
Um golpe baixo: meu achismo, ele me fez ver muito mais do que existiu, por um longo período perdi. Tirei a conclusão de que não errei, somente terceiro que decidiu me golpear. É bem verdade que antes mesmo do meu dom de ver o tudo no nada, precisava ficar em meu canto, tinha perdido minha motivação, minha inspiração o por longos dias imaginei como seguir, o meu achismo foi só o segundo golpe sofrido.
Existiu uma pausa, e eu já tinha largado mão. Não se perde aquilo que nunca ganhou. Num dia fui surpreendido: escritos, não esperava por este meio. Um súbito me veio e fiz o que queria ter feito, escrevi. No dia seguinte, só a comprovação, errei, e mesmo com ele tive o acerto e mais um voto, e apostei tudo. Se não fosse assim como seria? Possivelmente nunca veria aquele riso que conforta, que motiva e que diante de uma beleza pode existir algo mais lindo, o interno, o interior.
Por me conhecer (ou quase isso), consegui perceber que a parte interna tem um valor e esse valor nunca poderá ser pago, somente apreciado, e assim fiz. Foram dias a fio de risos, de bobeiras e o mais comovedor: saber que antes de tudo é um ser, e que ali corre todas as aflições e incertezas existentes em qualquer um. Dei meu voto de confiança, sou cabreiro, pé atrás, desacredito em muito do ser humano alheio, sua maldade, seu jeito de persuadir, só que ali não vi nada disso, fui pego de jeito. Me libertei dos pudores e só ganhei. Aprendi muito, escrevi mais uma parte da minha história.
Estou um pouco ferido, o tempo é um pouco cruel e minha motivação diária será esporádica.
Atributos físicos contam? Contam, mas se não tiver o complemento, o interno, não se sustenta, fica oco e sem sentido, um desperdício. Eu sei, tive provas de quem perderia seria somente eu, se não fosse a nova chance não teria pensado, talvez eu até tenha ajudado, do meio jeito.
Sim eu chorei, só por me ver perdido mais uma vez, o amanhã é sempre incerto, tenho receio dele, quem não tem? Comigo vou levar tudo, cada parte que pude vivenciar. Ganhei muito mais do que pensei e por isso estou bem. O seu nome cabe aqui: _ _ _ _, vou sempre levar para mais longe que isso, pro meu eu, o meu eu interno, pois uma alma assim para sempre vou querer. Você existe, é humana e sonhadora, linda por fora e lindamente imperfeita por dentro (perfeição existe? Perfeição é para os fracos e isso você não é). O “daqui em diante” eu deixo para o mesmo tempo que joga comigo. Só quero que saiba, que bom que te conheci.
Um golpe baixo: meu achismo, ele me fez ver muito mais do que existiu, por um longo período perdi. Tirei a conclusão de que não errei, somente terceiro que decidiu me golpear. É bem verdade que antes mesmo do meu dom de ver o tudo no nada, precisava ficar em meu canto, tinha perdido minha motivação, minha inspiração o por longos dias imaginei como seguir, o meu achismo foi só o segundo golpe sofrido.
Existiu uma pausa, e eu já tinha largado mão. Não se perde aquilo que nunca ganhou. Num dia fui surpreendido: escritos, não esperava por este meio. Um súbito me veio e fiz o que queria ter feito, escrevi. No dia seguinte, só a comprovação, errei, e mesmo com ele tive o acerto e mais um voto, e apostei tudo. Se não fosse assim como seria? Possivelmente nunca veria aquele riso que conforta, que motiva e que diante de uma beleza pode existir algo mais lindo, o interno, o interior.
Por me conhecer (ou quase isso), consegui perceber que a parte interna tem um valor e esse valor nunca poderá ser pago, somente apreciado, e assim fiz. Foram dias a fio de risos, de bobeiras e o mais comovedor: saber que antes de tudo é um ser, e que ali corre todas as aflições e incertezas existentes em qualquer um. Dei meu voto de confiança, sou cabreiro, pé atrás, desacredito em muito do ser humano alheio, sua maldade, seu jeito de persuadir, só que ali não vi nada disso, fui pego de jeito. Me libertei dos pudores e só ganhei. Aprendi muito, escrevi mais uma parte da minha história.
Estou um pouco ferido, o tempo é um pouco cruel e minha motivação diária será esporádica.
Atributos físicos contam? Contam, mas se não tiver o complemento, o interno, não se sustenta, fica oco e sem sentido, um desperdício. Eu sei, tive provas de quem perderia seria somente eu, se não fosse a nova chance não teria pensado, talvez eu até tenha ajudado, do meio jeito.
Sim eu chorei, só por me ver perdido mais uma vez, o amanhã é sempre incerto, tenho receio dele, quem não tem? Comigo vou levar tudo, cada parte que pude vivenciar. Ganhei muito mais do que pensei e por isso estou bem. O seu nome cabe aqui: _ _ _ _, vou sempre levar para mais longe que isso, pro meu eu, o meu eu interno, pois uma alma assim para sempre vou querer. Você existe, é humana e sonhadora, linda por fora e lindamente imperfeita por dentro (perfeição existe? Perfeição é para os fracos e isso você não é). O “daqui em diante” eu deixo para o mesmo tempo que joga comigo. Só quero que saiba, que bom que te conheci.
09/12/2010
Tentar.
Contrapontos, eles pode existir num mesmo corpo. Por fora uma pétala, por dentro uma rocha. Aquele olharzinho que pede ajuda com aquele riso que trás fé, tudo envolto em uma personalidade forte, com a verdade impregnada em cada poro.
Contrapontos é só um meio de não julgar, pois o frágil pode ser forte. Mas o forte nem sempre é frágil.
Cultivei pouco nesta vida e colhi preciosidades que nunca poderei me equiparar.
Vi que o choro pode ensinar que um riso pode desarmar, mas o importante é que aprendi, sou tão pequeno e tão amplo.
Tenho minha forma de retribuição, somente minhas palavras. Que foram cuspidas mas foram de dentro, lá do fundo do oco que existe em mim.
Conheça você, descubra você, mesmo se já souber quem é. Você é amplo. Você é a diferença. Você é a fonte.
Que bom que te conheci.
Contrapontos é só um meio de não julgar, pois o frágil pode ser forte. Mas o forte nem sempre é frágil.
Cultivei pouco nesta vida e colhi preciosidades que nunca poderei me equiparar.
Vi que o choro pode ensinar que um riso pode desarmar, mas o importante é que aprendi, sou tão pequeno e tão amplo.
Tenho minha forma de retribuição, somente minhas palavras. Que foram cuspidas mas foram de dentro, lá do fundo do oco que existe em mim.
Conheça você, descubra você, mesmo se já souber quem é. Você é amplo. Você é a diferença. Você é a fonte.
Que bom que te conheci.
Sem sentido.
Sabe “eles”? Eles me desarmam, cada nova que vira single é como se “eles” soubessem o que acontece comigo, agora escuto uma na tentativa de resgatar a dor, sim a dor, pois ele me fortalece e agora estou fraco, estou sem munição, estou sem esperança, estou sem um amanhã. Agora me lembro que tudo foi só utopia, por isso o não sentir nada, estou preso ao nada, porque o nada é homérico. Intercalo a minha vontade de falar, coisa que não posso fazer, com a vontade de escrever, pois esse ato só consuma o que quero apagar. Maltratando neurônios, comendo o sentido, cuspindo letras, morrendo internamento, inconformadamente. Minha grande arma, pequenos incisos que em nada são entendidos, que me ajudam a tirar tudo daqui de dentro. Vou aprender com a verdade, vou evoluir com a verdade. Vou brincar com a verdade. Vou fugir, vou fazer motim, vou ficar quieto, vou me preservar de mim mesmo. Sou podre.
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