17/04/2011
Não me leve a mal.
Só estabilizando, assim vejo o quão errante sou, não por ter pessoas ao redor, somente por eu ser quem sou. Como ser capaz de magoar alguém que só retribui seus atos com bondade, com compaixão? Porque errar quando o mais fácil é acertar? O caminho decidiu mudar e, consequentemente, me mudou, mudei, não sou mais o mesmo, estou dependente e fraco, fraco pois não me reconheço mais, quem afinal sou? Eu sou o errante lembra? Lembrei. Lembrei mais já quero esquecer. As palavras escritas ferem, mas as faladas cicatrizam, elas são lúdicas, ou quase isso, pairam em outro nível, mas quero os escritos mesmo sim. O silêncio perturba tanto, o não sorriso, o não olhar, o não tocar, o não falar. A cobrança, algo que está adentrando traiçoeiramente, não confio nela, só por ela desconfiar, a cobrança podia ser mais branda, menos intensa, aqui não é bom ou ruim é apenas a condição que não condiz. Não foi fácil, pensei tanto, faria algo que não queria, eu sei o que se passou, entendi da dor, mesmo não sedo a minha doeu sim. Eu não sei escrever sobre o bonito, o podre me cerca, não seres, e sim eu sou, áurea sem sentido. O que atrai não existe palavras para descrever, só contradiz com a minha realidade. Agora eu sinto tudo, está mais forte que eu, e cada dia que passa mais aprendo. Entenda, são cuspes, apenas cuspes, nem digeri, estou degustando e assim prefiro, não quero digestão.
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