29/09/2011
Um dia qualquer de setembro.
Os timbres que me são proporcionados. Ser embalado. Logo cedo por dezenove faz sentido diante dos dias conturbados. Pirei no de volta ao preto, adoro o adeus canção de ninar, sou bobo mesmo. Adoro a surpresa que isso causa. Hoje cedo tive um déjà-vu, as informações processadas me remeteram ao tudo que nunca pensei sei ter, me vi no dia que tudo começou e, por coincidência, a música de fundo era a mesma. O que teria acontecido naquele primeiro se nada eu tivesse feito? O que seria de mim sem meus defeituosos ouvidos?
27/09/2011
O sono.
Eu fico abanando as mãos ao vendo para ver se sou enxergado. Vão. O limite não é sempre o mesmo, a ocasião faz o ladrão. Fiquei desolado, num outro tempo que fiz um certo sacrifício e ganho o sono como troca. Entendo, fazer sem esperar nada de devolução, compreendo. Hoje olhei pra trás, será que um sinal viria? Não. Não sou cem por cento, sou humano, ou mais ou menos isso. Minhas leituras, minha prioridade momentânea, ao menos me distraio. Minha audição perturbada por um timbre feminino. Engraçado, onde está a chã? Sumida a menina. Sei que tudo isso é agora, enquanto falo da ideia um esboço. Que não seja assim. Que seja assado. Ao menos, algo para curar.
26/09/2011
O bobo.
Posso falar contigo? É, você mesmo, o que você fez para merecer isso? Você agora está pagando por tudo. O seu passado deve ter sido péssimo. Que espécie de ser humano é você? Espero que você saiba o quanto miserável você é. Você é do mal, digo, do bem. Bonzinho. Sim, bonzinho só se fode. Bem vindo ao clube. Sei bem como é isso, sofri por muitas vezes, calado. Não gosto do meu lado negro, nem do "branco", nunca gostei de nenhum dos lados, essa é a verdade. Sempre me vejo perdido... é Fábio, você é parecido comigo.
25/09/2011
Sobreposto.
Eu contei, para esse dia tinham quatro, todos prontos, só faltava a escolha. Não adiantou, comecei a fazer este. Todos esses dias seriam uma forma que concretizar o todo. O todo ruiu. Alicerce é luxo. Nem chão, nem teto. Levitando em pensamentos meus, consumados pelos seus. Outros todos que não sei quem são, ou sei? Sei não. Sei. Sei que eu não sei. Sei que eu não sei quem sou. Sei que... não sei. Queria não saber.
Diluindo.
Fibras em branco com linhas azuis, tinta azul num corpo de “cristal”. Uma mente pedante, pedante por uma ideia, para mais uma vez concretizar o dia. Eu já dilui tanto, não sei se cabe algo. Penso melhor e vejo: o importante é o dia a dia. A construção de nossos ideais. Não sei o rumo, sei da vontade. O futuro pertence a quem vive, e é o que fazemos. Firmo o que quero, você sabe. Eu sei tudo sem saber nada. Me livrei de minhas neuras, embora às vezes elas queiram um ressuscitar. Luto com nada, passei desta fase. As miudezas disso tudo tem valores. O cotidiano constrói, quero só o somente, agora e para sempre.
23/09/2011
Sabes?
Oi! Sabes? Ás vezes sou assim, assim como tu vês e não entende. Desculpa, não tenho noção, sou o que não sei o que sou, sou parte de uma coisa boa, mas não sei se sou coisa boa. Eu vou seguindo, meus passos fazem muito mais sentido, tu sabes, só não sabes que agora todos os pudores ruíram. Eu sou isso, bi, tri, tetrapolar. Várias polaridades dentro de mim. Uma coisa que tu devias saber, não dá para diminuir, estou com o coração no topo, não desço mais, vou daqui até o sempre, sem chance de pisadas para trás. Quero muito tudo isso, quero muito tudo, quero muito o todo. Quero-te.
21/09/2011
Tá escurecendo.
O tempo é tão incerto, ser atemporal é um dom chato que possuo. O tempo trava na mente, persegue os neurônios e atacam com tempo parado. Estou eu aqui perdido. O tempo corre parado. Parando. Parou. Não sei o que fazer, estou com medo do que pode vir. Talvez, no fundo, seja só um momento. Talvez, no fundo, esse seja eu mesmo. Não foi ou será fácil pra mim. O tempo é só um reflexo do que sou. Sou do tempo parado, com o pé no presente mas cego do futuro. Caminhar por essas horas está difícil. Meu apelo ao Sr. do Tempo, tenha compaixão. Casei de ser bastardo no mundo.
17/09/2011
Tá clareando.
O que é tudo isso? Eu mal sei, sei que na minha vivência fiz um pouco sobre tal. Olhos tortos, o não mandar quando tem que mandar, o riso falso, o esperar algo que não vai acontecer, demonstrar o nível de pessoa que está no topo, ruim. Ruim pois a atitude tomada deve ser do lado que quer e não do lado perdido. Perdido por não saber com que pé pisar. Se piso mais forte ou se assim está bom. Má vontade, impaciência, pouca vontade de multiplicar, intensa vontade de fazer esganadura, é duro. Sou burro, claro. É só o principio do "não se nasce sabendo" mas já vim de fábrica com o instinto, ao menos eu sinto. Aprendi a não ter medo da verdade, isso não me dominará.
08/09/2011
Quatro paredes.
Penso muito, penso em como será o unir, o dividir, o aperto, a folga. Penso em como será a verba, as contas, os gastos. Penso em como será o tempo, atemporal eu sou, com a labutagem em nossas costas o peso dado pelo senhor do tempo será maior. Penso nos momentos de lazer, descanso, viagens. O lado ruim virá, mas será descartado. Como serão os quatro cantos? A estante de livro precisa de um foco maior. O pôster só precisa de moldura. Divisões de tarefas não me importam muito. Talheres, pratos, panos, produtos de limpeza. Nada de tapete. A cama, edredom e no mínimo três travesseiros. Marmita todos os dias. Lembro da horta: alface, cenoura, cebolinha, boldo, hortelã. Quero o kibe com muito trigo. Lembro da agenda medieval, a história pode começar sim. Os bibelôs virão ao monte. As visitas terão livre acesso, só chegar e entrar. Caminhar com quatro pés, um passo por vez. Planejando o já sabido. Concretizando. O canto. O junto. O vento.
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