12/06/2011

Um ar de ira.

Despedida. Sempre com o gosto amargo, nada de mal foi feito, só que o bem se esconde e aproveita para fugir, assim fica tudo mais evidenciado, rola um silêncio, uma cabeça baixa, o que será que se passa? Espero de verdade que não seja uma lamentação, isso me machucaria ainda mais. A graça acontece quando esconde o rosto com o intuito de que eu não perceba a nítida ira que sente, mesmo sendo uma situação incomoda, acho bom ficar admirando, até assim acho não se perde o brilho. O esconder denota o quão bom tem sido, até a parte chata prefere não demonstrar, talvez para não deixar tudo cai em ruínas, talvez por pura timidez afinal ser pego num momento tão intimo não seja o quisto, talvez seja melhor eu parar com as minhas suposições. Esse momento sempre será compensado quando eu abrir meus olhos e me deparar com o outro par fechado, com o acalento do sono eles ainda são lindos, são eles que me guiam. Minha danação pelos olhos, me desculpe, sou assim. Não quero impor um estado, quero que eles venham como tiver de ser, mas o que eu poder fazer para reverter, eu farei.

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