25/03/2013
Mais um.
Você me congela quando percebo o seu olhar de admiração, não sei se é bem isso, mas me congelo. Várias conversas. Várias idéias. O silêncio que só nós entendemos. Os olhos que falam muito. Fomos equalizados, feitos pra dividir o igual e o diferente, nos complementamos. Você me irrita, culpa do seu jeito. Eu amo sei jeito. Você trás uma paz, um grande conforto. Como você me tolera? Como você aprendeu a gostar? Como você ainda não desistiu? Nem vou questionar. Desculpe-me por todo incomodo, todo o desconforto, todas as lágrima e por todas as dores de cabeça. Tentei, juro que tentei fazer algo melhor mas esse sou eu. Não sei mais escrever os mesmo cartões, me sinto neutralizado. Assim.
19/01/2013
Itálálonge.
Eu sei quem eu sou e como eu reajo. Não sou um doce, nunca serei, sou assim: amargurado, mesmo amando. Num passado aí eu flutuei, bem lá no comecinho, mas agora eu vinquei meus pés no concreto. Sim, eu sonho, agora eu sonho, até isso mudou, veja só? Hoje projeto além de um macro tempo, "vejo" o futuro. Uma pausa forçada, não por minha causa. Todos esses dias só me provam: como é ruim a distância. Por mim eu largava tudo só pra ir, por mim eu chorava só pra você voltar, por mim eu apareceria aí só pra te buscar, mas eu não posso ser egoísta assim, mas dividirei minha angustia. Com toda minha cavalice parece que o dia não tem aquele lance do "fim que começa um novo", só parece um rolo que corre até o dia do retorno. Todo o dia não sou compensado quando chego e nada mais tenho do que alguns, muitos, travesseiros, de saber que aquele cheirinho está mais longe do que meu alcance, de que se tudo acabasse agora não teria o fim compartilhado. Eu tô meio triste, mas eu sei que você volta, eu sei que até as minhas inimigas noites de insônia não terei mais. Eu vou estar aqui com aquela pedra gigante na mão mas também estarei com o alivio mental de saber que esse lugar vai ficar aconchegante novamente.
18/01/2013
Não fui chamado.
Você está feliz? Espero isso, de verdade. Antes eu via uma jovialidade, agora vejo uma velhice, digo, maturidade. Imaginava tantas coisas, agora sei bem o que é. Vi cansaço. Será só uma questão de dia/horário? Vi até tristeza nos olhos, será possível? De que vale meus questionamentos? De nada, claro, mas sei que espero o bem. Será que é assim? Senti limitações e até uma desaprovação pela atitude. O que foi a melodia? Que bom não saber do que se trata. Espero que você consiga ir além, medir o que é prioridade e deixar de lado só a casualidade. Essa vida não é fácil, e fácil não seria ter algo que não merecemos. Vejo todo o potencial, eu apostaria e aposto todas as fichas, fiquei triste só por imaginar o ruim. Que no fundo nossas percepções sejam diferentes, assim mostraria para os meus achismos que tudo passou de… achismos.
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