27/12/2011

Dois dias depois.

Me vejo no direito de ter o eu quero, penso profundamente, vou alcançar. Você sabe, não foi fácil, mas a dificuldade encontrada foi o que impulsionou o que temos hoje. Aprendi a pensar por duas mentes, embora o melhor seja eu só pensar por um. As nossas diferenças são o que tem que ser, não podemos ser cópias fiéis um do outro, que graça teria? Às vezes me pego caminhando ao seu lado, como conquistamos, como construímos, como aprendemos, como aprenderemos (sei disto). Mais um passo dado, meu coração ficará comprimido, sei do peso que é compartilhar o sangue do sangue, estou vendo a cena da despedida, mas um dia ficaremos por lá, por definitivo, só deixe as coisas seguirem o rumo pro essas bandas mesmo. Você é meu herói, dos mais bravos. Dos meus erros cometidos, você preferiu optar por seguir, e assim vamos indo. Eu e você.

22/12/2011

AT/DT

Desculpe minha neurose mas sofro de TOC. Minha obsessão me corroe, mas é assim que me conheci. Eu sou meio: meio nada, nem sei o que é o tudo, sou meio burro, meio certo, meio é o meu lema, mesmo sem querer. Corri uma madrugada doentia, chorei, estava sem meu guia. A melhor coisa do mundo é te ver, te vi e vou ver pra sempre. Farewell, Nick. Estou me inspirando, quer dizer, mais ou menos (o meio) isso. Estou lendo escritos que poderiam ter sidos meus, se eu tivesse o intelecto apropriado, mas tá aí, eu tento. Eu sei do meu lugar, eu sei das minhas limitações, o lado bom pouco importa, são os erros que contam, o que importa é o erro, sei disto. Eu erro e por isso quero acertar. Mentira, eu aceitei. Eu acertei quando descobri que, o que eu não queria descobrir, é possível de aceitar e caminhar, que quando achei que não teria amor, o amor fez o jogo inverso e me achou. Fui achado, simples assim. Não sei dos meus merecimentos, sei que fui presenteado. Sou louco, sou lunático, sou psicótico, sou pragmático, mas sou feliz.

21/12/2011

Meio de um ano.

Meus probleminhas vão a ponto de lembrar qual é a origem do "probleminha", bons tempos. Fui criança quando bem sabia o quão cruel é a vida adulta. Cultivei amizades que não deixei florescer, morreram, acabou, não existem mais, ou nunca existiram. Em vez de papel e caneta, bilhar e bebida, lembrei até de ciúmes. A beleza por trás da beleza, as conversas reveladoras, minha vontade era acolher, tentei. O choque do primeiro contato, o avulso, conheci melhor, queria trocar mais ideias, tentei. A ligação ficava pelo cotidiano que nos eram comuns, queria continuar ouvindo que sou depressivo, tentei. A irmã que só a idade poderia dar, tentei. Se meu conhecimento tivesse sido há tempo teria sido bem engraçado, talvez eu tivesse até aprendido com uma certa antecedência, tentei. Conhecimento musical, o humor apurado para o lado negro da depressão, tentei. Odeio sua sombra. Vejo os olhos de todos vocês, será que fui muito filho da puta? Devo ter sido, passei por muitas vidas e não deixei nada, o meu egoísmo falou mais alto, prefiro o momento, esquecendo que o: tudo cresce conforme o adubo. No fundo sou só mais um idiota. Às vezes eu só quero ficar triste.

09/12/2011

O dia de hoje.

Um dia escrevi por escrever. Meus demônios é o que carrego até hoje comigo, sempre quis me livrar dos anjos. Nunca soube o que eu era, mesmo sabendo exatamente o que eu era. Tantas coisas aconteceram, descobri um eu inimaginável , vi um novo mundo. Me livrei de maus agouros. Tirei pudores, mostrei verdade, passei a régua no imprestável, virei mais eu. Falo entre sonhos, falo entre paredes, falo entre quatro ventos. (Faltam caracteres). Fui cobrado: “tem post novo?”, tá aí. Hoje escrevo pra você. Tentei.