21/12/2011
Meio de um ano.
Meus probleminhas vão a ponto de lembrar qual é a origem do "probleminha", bons tempos. Fui criança quando bem sabia o quão cruel é a vida adulta. Cultivei amizades que não deixei florescer, morreram, acabou, não existem mais, ou nunca existiram. Em vez de papel e caneta, bilhar e bebida, lembrei até de ciúmes. A beleza por trás da beleza, as conversas reveladoras, minha vontade era acolher, tentei. O choque do primeiro contato, o avulso, conheci melhor, queria trocar mais ideias, tentei. A ligação ficava pelo cotidiano que nos eram comuns, queria continuar ouvindo que sou depressivo, tentei. A irmã que só a idade poderia dar, tentei. Se meu conhecimento tivesse sido há tempo teria sido bem engraçado, talvez eu tivesse até aprendido com uma certa antecedência, tentei. Conhecimento musical, o humor apurado para o lado negro da depressão, tentei. Odeio sua sombra. Vejo os olhos de todos vocês, será que fui muito filho da puta? Devo ter sido, passei por muitas vidas e não deixei nada, o meu egoísmo falou mais alto, prefiro o momento, esquecendo que o: tudo cresce conforme o adubo. No fundo sou só mais um idiota. Às vezes eu só quero ficar triste.
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