31/10/2011

Uma madrugada qualquer de outubro.

Uma lágrima pesada, sei de tudo sem saber de nada. Uma lágrima pesada, pesou por ter o sentimento transpassado. Uma lágrima pesada, que eu não queria derrubar. Existem graus de felicidade. Existem graus de tristeza. Não sei qual o grau. Foi pesado derramar aquela lágrima. Eu estou seguro, eu estou feliz, eu estou pensativo, eu estou vendo o amanhã. Eu preciso que seja compartilhado. Eu adoro virar a noite conversando, me sinto mais vivo. Não chore, seu choro me dói. Meus braços não são suficientes, não por falta de compaixão, mas por agora existir o afeto, afeto que acompanhou toda a sua história, desde seu nascimento. Eu sei que não posso fazer muito. Só sei que nasci e estou pronto. As dúvidas que pairam são próximas as minhas, te entendo. No conjunto de dois, dá para ter um solo de dois. Eu, talvez, não tenha cabeça, mas tenho braços, vou te ninar, vou fazer o que posso e o que não posso só para não ter lágrimas doídas.

25/10/2011

Meu, só meu.

Passei o mês todo tentando. Se não registro fico tenso, parece que não tentei. Que mal há nisto? Nenhum, a não ser a minha cabeça que matuta nos acontecimentos não acontecidos por falta de criatividade. Talvez nem o tempo eu consiga para registrar isso, talvez role para o outro dia (não rolou, melhor), que vai ser tarde, eu tentei, juro que tentei. Eu busquei meios para tal, não consegui. Nem consigo me punir, pois estou escrevendo isso. Tentei. Tentando. Feito. Feito nas coxas, feito de forma que eu não queria, queria o antes, só na questão da mente, a perdi, estou deixando-a em labutagem, em livros, estou deixando-a em você? Espero, espero mesmo. Sou grato, eternamente grato, saiba disto. Parei de ser egoísta, só quero o seu (meu) ser.

24/10/2011

Frígido.

Não sei bem o que acontece com essa mente, sei que consigo prever um déficit de ideias com a certa convicção de falta de inspiração. Estou externando tudo de outros modos. Antes eu precisava tirar de mim, hoje já tirei tudo. Cravo no futuro, que é agora, bem assim. Enquanto for uma obrigação não vai vingar, nunca foi, agora não há de ser. Palavras escassas, não vazias, mente pensante quase doutrinada ao escuro. Brincando com o vocábulo limitadíssimo. Tempo livre me inspira mais do que um dia de algazarra. Tentarei. Na sombra de Entre lençóis.