20/02/2011
Minha fuga.
Há dois anos fui dominado, cada vez que os acordes soam, minha mente parte para outro plano, viajo, sem sair de onde estou. O timbre é o tiro certeiro, atinge profundamente como se só o que restasse fosse a dor que paira sempre. Foi por ela que senti algo que nunca senti, toda vez foi um pequeno inciso feito, para o próprio inciso. Ela ficou totalmente ligada a parte pulsante de mim, ficou ali para cravejar que cada vez que soasse fosse lembrado que tudo tinha um único motivo, o motivo da dor, mesmo que omissa, foi ela que marcou. Bani, tirei a única prova sonora de que poderia realmente me lembrar, mas ela sempre rondou em meus ouvidos e com a certeza de que sempre cairia a simples, mais densa, água salgada. Minha libertação só poderia ser a lamentação, mas não como uma qualquer, como as muitas que tive, a despedida, a forma pura de tirar tudo que me atordoou, sim o dia chegou me libertei. Tirei um peso dos ombro, uma prece para o ainda acreditei, que firmou com os mesmos acordes que me sacanearam um dia, deixo uma parte de tudo para trás, não reviver algo que não passou de um mero pensamento. Sinto-me leve. Posso caminhar com os meus passos.
18/02/2011
Equalizando.
.Sabe, queria nesse mo... FODA-SE (sem aspas), não por nada, simplesmente por você já saber como é, nem precisa ser Mãe Dinah para prever certas coisas. Imprevistos. Sim acontecem, mas aí não fica valendo o que aconteceu e sim o que sucedeu, entendeu? Desculpe não vou desenhar. Cadê a mente que eu tinha apreciado há um tempo, morreu? Só pode ser, mas entendo, neurônios nascem e morrem constantemente. O grande problema é que o problema pode ser resolvido de uma forma que ameniza o problema, você pensou nisto? Não né, muito problema de uma vez só.
O que me resta depois disto tudo?
(Pensando).
.2
Tudo o que eu fiz foi em vão? Acho que o tempo dedicado foi só para eu pegar e deixar passar mesmo? Não é bem assim, eu empreguei um valor, você não tem noção, não mesmo, nem eu tenho.
Eu me lembro de uma coisa e consegui retomar a ela, ser pé no chão, porque me esqueci disto? Possivelmente por ser burro mesmo, eu fui no firmamento, fui que nem vi, mas já cai, que bom.
De tudo, de tudo, como você pode saber o que é bom pra mim? Não existiu uma abertura, tudo ficou na frigidez, nada passou para o diretamente, e assim tu julgas? Não faz sentido algum.
Eu estou no choque, no choque de saber que eu perdi sem ao menos ter ganho, “ganho” não no sentido capitalista-sentimental, mas no sentido que nada tenho, nada.
Pra você Sr. Destino, a casa do caralho, sim lá mesmo, esquina com a puta que te pariu, aqui tu não tem vez.
Até. Até quando?
(P.S.: Ligue os pontos).
O que me resta depois disto tudo?
(Pensando).
.2
Tudo o que eu fiz foi em vão? Acho que o tempo dedicado foi só para eu pegar e deixar passar mesmo? Não é bem assim, eu empreguei um valor, você não tem noção, não mesmo, nem eu tenho.
Eu me lembro de uma coisa e consegui retomar a ela, ser pé no chão, porque me esqueci disto? Possivelmente por ser burro mesmo, eu fui no firmamento, fui que nem vi, mas já cai, que bom.
De tudo, de tudo, como você pode saber o que é bom pra mim? Não existiu uma abertura, tudo ficou na frigidez, nada passou para o diretamente, e assim tu julgas? Não faz sentido algum.
Eu estou no choque, no choque de saber que eu perdi sem ao menos ter ganho, “ganho” não no sentido capitalista-sentimental, mas no sentido que nada tenho, nada.
Pra você Sr. Destino, a casa do caralho, sim lá mesmo, esquina com a puta que te pariu, aqui tu não tem vez.
Até. Até quando?
(P.S.: Ligue os pontos).
16/02/2011
Indescritivelmente insabível.
Neurônios bulidos. Mente estragada. Sentidos entregues e perdidos. O sorriso é uma fantasia, estou bem mesmo assim. Criou-se toda a comoção, mente, membros, todos eles, em uma única coisa. Meus pés estão vingados, não se quero mais sair deste campo de concentração totalmente dominante/submisso. Dominante pois é o que quero. Submisso pois assim permito. O diluvio final está para chegar, que chegue, que destrua, que polua, que contamine, mas que antes de tudo chegue. Sou fraco, fato, mas eu tento, permitirei, por essa vez, não posso só criar a barreira, a inundação já chegou. Tudo isso só tem uma coisa, só não sei o que é.
12/02/2011
Primeiro passo.
Parando e refletindo o meio utilizado não é o mais seguro, muito menos o mais adequado, ali é só uma válvula de escape. Tirei a sorte, sim eu sei. Sei que estou perdidamente perdido. Sei que estou vegetando numa situação que de uma forma ou de outra nem quero sair, por ter me achado ali plantado. O hoje acabou de chegar e eu estava esperando diferente, de uma forma eu entendo, medo, ele faz parte, de outra fico só nos questionamentos internos, eu quero, eu preciso, eu já suplico, porém preciso da chance. Avaliando todas as partes estou em nítida desvantagem, normal, será sempre assim, mas acho que quero mesmo assim. Não é risco, não é perigo, não é desconforto, é só deixar seguir, fluir da maneira que tiver de ser. Existe um valor empregado, e esse será difícil de tirar, até por que estou vendo pelos olhos de outra pessoa, a outra que existe dentro de mim e eu nem sabia. Estou agindo com palavras, apenas. Francamente, que coisa de fracos. Esse sou eu, pra mim mesmo.
09/02/2011
Desta idéia só cabe um palavrão.
Pô eu sei que não sou cara mais certo do mundo, nem é esse o meu objetivo de vida, mas tem coisas que aborrecem, porque do meu ponto de vista entendo que fiz da forma que tinha de ser feiro, claro, podia ser diferente? Sempre pode, mas fui pelo caminho que mais vi ser verdadeiro, mais eu, sem ludibriações. Sou esquisito, sou chato, sou mórbido, sou depreciativo, sou depressivo, sou o caralho a quatro, tudo isso comigo mesmo, coisa interna, se transpasso é por não ter domínio. Cansei de ver indiretas, será que esse é o caminho? Você já parou pra pensar que o mundo não gira só em torno de você? O que escrevo pode ser para outra pessoa? Por um acaso esse texto aqui é para você? Como você sabe? Tá vendo, é coisa da cabeça, da SUA cabeça, nada mais. Minha parte eu fiz, poderia fazer muito mais, só que rola um bloqueio que em parte não entendo. Tudo pode ser esclarecido integralmente, dúvidas não vão levar ninguém a lugar nenhum, pois essa dúvida se diz respeito ao que fiz e não existe ninguém melhor do que eu para tirar essa névoa de idéias errôneas que está te consumindo. Estou escrevendo pra que sabe para com essa infantilidade de uma vez por todas, ou tu senta no pau ou corra para o seu lado CARALHO! Pequenez da porra. Љ
(P.S.: neste blog existe comentário anônimo, usufrua).
(P.S.: neste blog existe comentário anônimo, usufrua).
08/02/2011
Mais uma interrogação.
Transferido? Transferir é fácil? Por que não provo isso pra mim mesmo? Simplesmente por não ter veredito, a prova, a única prova é só o buraco que existe, ali será eternamente visível. Ideias são fracas, elas se perdem por sentimentos bobos, às vezes até por palavras. Então vamos lá: Sincronicidade – foi por ela que entendi o que existe; Torpor – ela que enxerguei o pensamento, foi pro ela que me perdi e por ela permaneço perdido. Adiar um ato consuma num fato e assim não fiz o fato chegou antes. É uma vincada que lateja periodicamente, é só lembrar que o ornamento está ali, cravado. Estou sobriamente entorpecido, os meios de motivação agora são o fim, é terrível de encarar. Não sei deixar o passado, ele é o presente para mim. Só quero o ponto.
Mais uma tentativa.
Já estou deixando escritos para trás,pulando, a necessidade está mudando, não por mim, mas pelo todo. Eu plantado, exatamente assim, por opção, assim quero estar, quero deixar o passado no seu devido lugar, quero olhar adiante, assim estou me sentindo, me fazendo. Estão me fazendo. Não existe regra, não existe pretensão, não existe disputa, não existe hipocrisia, não existe um olhar cego, existe um sentido e assim vou sentindo. (interrupção: o que eu queria acontece mais uma vez...) (...estou melhor, será que consigo dar continuidade aos escritos? Inspiração não falta-me, tentarei) Não existir uma balança, me sinto neutro, mesmo diante do todo, nivelado. Estupidamente fascinado. Até música veio embalar, culpa da sempre esquizofrênica sincronicidade. Imaginar não fere, então eu faço, deixo fluir, por que deixar? Um pequeno, pequeno medo me perturba, mas nem dele quero saber, tão logo esqueço, deleto. Sabe, sei pouco, e com esse pouco eu quero seguir, simplemente deixar, quem sabe, quem sabe. Vou me perder mas desta vez vou escolher aonde.
07/02/2011
Que nome dar?
Só uma mania, maneira de transpassar, embora não valida em muitas ocasiões foi desta maneira de tirei muito dentro de mim. Compartilhar para talvez alguém aí do outro lado, entender a si mesmo, maneira lúdica de me explicar. O tempo passa, muita coisa ainda fervilha aqui dentro, mas ao pouco tudo está cessando. Sinto um medo, medo que de uma forma conforta, estou conseguindo ver um outro lado. Confesso que praticamente não foi nada, mas esse “nada” está me fazendo crer que ainda posso ter alguma coisa. O medo vem por eu não saber exatamente o que é isso, foi pouco, não poderia ser esse muito que está sendo. Estou esperando, esperando pacientemente, por um momento, curto , que seja, mas quero esse e muitos outros. Sabe os olhos? É minha sina, eu me perco fácil, e se eu ver o que acontece? Não sei, sei que preciso da prova real. Foram incisos a fora, todos em vão, só com sentido para mim e mais ninguém. Quero repassar. Quero vivenciar, como um dia pensei. Existe um compartilhar que está expandindo o meu maldito pensar além, mas desta vez vejo tudo brando, que assim seja. Sabe onde conforto pode estar? Pois bem, pode estar bem aí, e ser realmente for aí acho que quero, da forma que for.
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