04/11/2011
Cabeça.
Ô cabeça. Cabeção. Neurônios em erupção. Vendo o antes: sem sonho. Olhando o agora: com muitos sonhos, delirante. O mal de antes era quase não ter. O bem hoje é ter em abundância. Matuto o que às vezes parece real. Será que sobraram resquícios de uma lógica passada? Como culpar o inconsciente? Virei as costas com um amargor de um ontem. Raiva interna. Conversas talvez tenham o fundamento de se armar, apenas. Abrir os olhos, fechar é o dilema. Caçar, acha-se, não quero, quero o boca a boca, diálogo. O nome disso tudo eu sei, mas prefiro me isentar, a culpa é do culpado. O todo que é pouco e o pouco que é o tudo. Minhas preocupações não são siamesas, pena, agora pra quem é a pena? Tô caminhando, seguindo passos. Hoje estou fazendo a mesma coisa que fiz quando acertei: escrever. Seja qual for a lógica, é um agouro que assombra.
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