25/05/2011
Seus olhos.
Seus olhos me atiçam, tenho a danada da perdição por eles, ali está cravado cada coisa boa que só os de mediano intelecto observador conseguem ver o todo que ali é revelado. Por eles já vi felicidade, brincadeira, excitação, dor, e até a temida tristeza, você não sabe o que são eles com esse semblante, não queira nem saber pois se soubesse teria o mesmo nó na garganta que fico ao me deparar com isso. Nos momentos que estou bem próximo, à um lábio de distancia, vejo coisas que nem as palavras descrevem, nem o já sabido por mim, nesta situação, precisa ser repetido, só de ver, entendo. Nitidamente. Claramente. Lindamente. As dúvidas que podem pairar se esclarecem por si, íris. Só preciso conter a lamúria que me persegue ao ver os olhos em descanso, a minha verdadeira perdição, vejo-me protetor, protegido, bestifico-me com tal, não me apetece outra coisa a não ser admirar, não sei explicar, me perco ali, bem ali, entro em choque e escorrem pequenos filetes. Mesmo com as pálpebras fechadas sinto tudo o que sinto ao olhar dentro da perdição da sua alma para comigo, os seus olhos vivos. Bem vivos. Eu bem sei que isso vai ser a futura rotina, a rotina que escolhi e que vou seguir, pois acredito, simples assim, assim como simplesmente desejo o todo, o tudo. Meu presente.
22/05/2011
Escada rolante.
Tenho medo de escada rolante, seja qual for o seu rumo, subindo ou descendo. Subir denota algo que vai para o além, que se perde nas alturas e que não se sabe exatamente para onde se foi, fica a questão fé, rezar para que lá em cima tenham piedade e que se façam o retorno. Subir é estranho, mas ainda assim é ameno, descer é bem pior. Pegue um momento qualquer na sua vida é faça um teste, veja que alguém que desce por uma delas parece estar sendo engolido, como se não pudesse retornar, puro purgatório, um sacrilégio. Escadas rolantes levam coisas valiosíssimas embora, levam almas contigo, e com todo sangue frio ainda faz a cena soar como a mais bela cena de filme depressivo, ou, mela cueca. Acabo de borrar as calças. Quantas palavras deixaram de serem ditas, quantas músicas deixaram de ser musicadas, quantos livros deixaram de serem escritos por causa de um simples descer? Eu acredito que a solução é a escada fixa, ao menos resta a opção de parar, pensar e quem sabe até retornar. Escada rolante me remete a dor, despedida, e eu não quero isso pra minha vida.
15/05/2011
Caminhando.
Percebo uma evolução, quando realmente queremos , conseguimos. Tirei coisas de mim, que de uma forma ou de outra, me atordoavam. A minha forma de conduzir assusta, sei disto, mas não me privei, falei, e consegui até mesmo a retribuição que não esperava. Crescer, seguir, continuar, vai ser assim, pois quero assim. O bem é tudo que sinto. O mal é o que não quero, mas sei, faz parte, e assim cada vez que o "pensamento único" não vier terá o questionamento, passiveis, que contornaram e caminharam para o acerto, o bem. Minha doença, pois estou dependente, não nego. Minha cura, pois a doença que existe é o meu remédio, sem nenhum vestígio de placebo. Sei que o que resta agora são palavras, mas os escritos enviados e as palavras ditas a mim, só fortaleceram. Lamúria só por o verídico me pegar desprevenido, sou fraco. Mais um registo. O meu último balbuciar foi verdadeiro, e no fim acabou sendo visto e entendido até por quem nem ali faria sentido saber, risos foram ouvidos, mas a real, nem ligo, eu preciso. São tantas possibilidades, seja lá qualquer for, sei que ao lado vou estar.
09/05/2011
Aos seus meus cuidados.
Escrevo com ela de fundo, ela agora faz todo sentido, pois só agora a achei, e foi com a ajuda de terceiros, como e sou grato por isso. Minha vida só fica completa com os clichês, meus clichês, em cada um deles me prendo cada fez mais, fico bobo diante da concretização. Concretizou-se, finalmente foi achada, parece que o sentido fica verdadeiro, como se o que eu não conseguisse falar fosse expresso por outras vias. A via achada é a mais certeira, se eu considerar como veio, tudo se torna homericamente apropriado. A descrição de "olhos", "sorriso", "quando será a próxima vez", até a minha "depressão" está impressa ali (sim, um dia me achei no lixo, natimorto eu devo ter sido, mesmo que de alma). Me sinto mais leve, a tormenta de outras passadas foram apagadas com esse achado. Sim, eu estou entregue a uma música, eu busquei por ela, estava difícil, mas me entregaram de bandeja. Melodia e letra no perfeito clichê, chega a espremer o lóbulo ocular que facilita o marejar, lado que nem mais estou conseguindo controlar. Está tudo tão claro. São por provas visuais, audíveis, impressas, escritas, lidas, sentidas, a tamanhas outras, que vejo acertos. Mentalmente, internamente, externamente, fisicamente, sentimentalmente, ganhos. Eu achei a música. Que os dias seguintes, depois disto (e até mesmo, bem antes disto), seja como o desejado. Eu desejo. Te desejo.
03/05/2011
Eu, "Mãe" Dinah.
Pousar tem o sentido que tem, mas ninguém utiliza, ninguém que eu conheça, ninguém que eu conhecesse, isso sim. O meu dia foi planejado para tal façanha, um dia nunca será demais, de uma forma ou outra é mais que uma necessidade ou trivialidade, é a realidade. Realidade que eu sabia, seria meio seca, dura, perturbadora, mas diálogo resolve tudo. E resolveu, resolveu se contradisser, ia acontecer, não precisava de bola de cristal, só estranhei o tempo, foi tão rápido, não? Será que pequei? Sim, muitos dos meus questionamentos adentraram a mente semi-perdida, pra pecar é só existir. Acho que existo. Só a interrogação me resta. Não estou de bico (mentira), só não sei como será olhar nos olhos, dali, só sei de um par verdadeiro, e os outros o que são? Questionamentos, parei. Sabe o amanhã? (volto a questionar, mas agora pra mim mesmo)Eu tenho fé nele, acredito nele, agora mais do que nunca. São “quedas” que fortalecem, hoje engulo a estranheza mas logo defeco o cuspe de merda em faces puras.
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