30/11/2011
As palavras não condizem com a realidade.
Eu vou deixar as coisas subentendidas, não entendo os meios, os começos são o que determinam os fins, mas os meios não faz jus a nada. O pouco me coroe mais que o muito, parte dos meus probleminhas mentais. Amigo: uma descrição que sei bem o que é, aos olhos de terceiros que não entendo o que é amizade. O já me foi dito, com o que já foi feito, aqui nasce uma bela interrogação. A aproximação não é deseja é imposta, entendo. O contado só quando necessário, ou lembrado, ou obrigado. Obrigado. Quando não é para ser não será, não tem jeito. Vou indo, vou vendo, vou sentindo, do meio jeito, do jeito que tiver de ser. Hoje estou desenhando o que o amanhã fará. Divida sanada. Nada aqui descreve.
29/11/2011
Eu (re)lembrei.
O exercício de lembrar águas passadas nem sempre é fácil, a água é corrente. Dos imprevistos o já visto, como é possível? Meses depois me deparo com o primeiro dia, a timidez transmitida no selar de lábios, só foi sentida no princípio e agora veio, curiosamente, átona. O significado disto é o que não sei, posso aqui desenvolver as mais aceitáveis teorias, mas jogo eu com a verdade? Verdade seja dita, você nem se quer percebeu isso, tudo cabe-se apenas a mim. Eu fico com o pensar, imaginar, criar... todas as vezes que foram opções de caminhos, optei pelo caminho compartilhado, não sei o que isso significa mas sou bobo mesmo. Voltar ao primeiro dia, foi bom, o eu teria acontecido se a minha escolha fosse o "só"? Danação.
25/11/2011
Dia após dia.
Lembra-se do primeiro dia? Aqui estamos nós. O plural seguindo o seu rumo. Dia após dia, o rumo certo da equação. Meu consolo está no simples ouvir, no me deixar falar. As suas lembranças agora são minhas. O seu passado, a sua família, a memória, os seus livros, tudo, de uma maneira, ou outra, faz parte de um laço só. Um lado meu, um lado seu, nos encontramos no "juntinho". Se for só mil maravilhas não é de verdade, por isso só vou lembrar do lado bom. Quero só isso, bem isso, você sabe. Em breve mais um passo, como será ao certo não sei, sei que só indo para caminhar, sem o primeiro passo ficaremos na mesma. Quando gastei de neurônios? Nada, pois isso não é nada comparado ao todo. Você sabe onde estou agora? Estou aonde sempre quis estar.
21/11/2011
Teimosia.
Teimoso comigo mesmo, queria não deixar as sonoridades descobertas ao acaso influenciar o meu ser (sim, eu sei que eu não "ser", deixa eu não minha linda ilusão). Tô meio bichado, nada externo, tudo interno. Sinto medo nem sei do quê, parece que estou vendo o futuro que nem sei qual é, bate um desânimo, tô bichado. Meu mundinho, querendo ou não, ele está bem situado, sou eu é que não estou querendo acha-lo. Eu, agora, era para estar escrevendo algo sobre o dia vinte e cinco, veja o que saiu... merda. Às vezes dá medo de dormir e saber que posso acordar. Às vezes eu só não queria estar assim. Sem culpas, é só a música que escuto que me deixa assim.
09/11/2011
Credo.
Preces sejam concebidas, o meu lado doutrinado estás suplicando, que venhas, venhas como estiveres de ser. O firmamento não é o limite, limite é o intangível que nunca alcançaremos. A escuridão brandou-se, não sou mais um pecaminoso, sou o próprio e exalo contentamento com isso. Não conformismo, apenas contentado. Que o purgatório seja criado, estou com a áurea límpida, resplandecente, reluzente. Lamurias não existem mais, estou vedado, imune do desgosto da lamentação. Descomungando o ontem, louvando o hoje. Aqui jaz o passado imperfeito. Aqui nasce o presente mais do que (in)perfeito. (Post-scriptum: perfeição – danação dos imperfeitos. Prefiro assumir que sou imperfeito. Prefiro os imperfeitos. Segregando).
04/11/2011
Cabeça.
Ô cabeça. Cabeção. Neurônios em erupção. Vendo o antes: sem sonho. Olhando o agora: com muitos sonhos, delirante. O mal de antes era quase não ter. O bem hoje é ter em abundância. Matuto o que às vezes parece real. Será que sobraram resquícios de uma lógica passada? Como culpar o inconsciente? Virei as costas com um amargor de um ontem. Raiva interna. Conversas talvez tenham o fundamento de se armar, apenas. Abrir os olhos, fechar é o dilema. Caçar, acha-se, não quero, quero o boca a boca, diálogo. O nome disso tudo eu sei, mas prefiro me isentar, a culpa é do culpado. O todo que é pouco e o pouco que é o tudo. Minhas preocupações não são siamesas, pena, agora pra quem é a pena? Tô caminhando, seguindo passos. Hoje estou fazendo a mesma coisa que fiz quando acertei: escrever. Seja qual for a lógica, é um agouro que assombra.
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