25/05/2011

Seus olhos.

Seus olhos me atiçam, tenho a danada da perdição por eles, ali está cravado cada coisa boa que só os de mediano intelecto observador conseguem ver o todo que ali é revelado. Por eles já vi felicidade, brincadeira, excitação, dor, e até a temida tristeza, você não sabe o que são eles com esse semblante, não queira nem saber pois se soubesse teria o mesmo nó na garganta que fico ao me deparar com isso. Nos momentos que estou bem próximo, à um lábio de distancia, vejo coisas que nem as palavras descrevem, nem o já sabido por mim, nesta situação, precisa ser repetido, só de ver, entendo. Nitidamente. Claramente. Lindamente. As dúvidas que podem pairar se esclarecem por si, íris. Só preciso conter a lamúria que me persegue ao ver os olhos em descanso, a minha verdadeira perdição, vejo-me protetor, protegido, bestifico-me com tal, não me apetece outra coisa a não ser admirar, não sei explicar, me perco ali, bem ali, entro em choque e escorrem pequenos filetes. Mesmo com as pálpebras fechadas sinto tudo o que sinto ao olhar dentro da perdição da sua alma para comigo, os seus olhos vivos. Bem vivos. Eu bem sei que isso vai ser a futura rotina, a rotina que escolhi e que vou seguir, pois acredito, simples assim, assim como simplesmente desejo o todo, o tudo. Meu presente.

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