20/03/2011

Invisível.

Um jogo de luzes, sem muitas variedades, pouquíssimas na verdade, super seletas, mesmo assim me fascina, por eu ser bobo. Ser bobo. Nesse jogo de luzes existem vários peões, sendo cada um de um tipo, cada qual com a sua pastagem, uma vitrine da vida, vida real, ou mais ou menos isso. Daquele emaranhado de vivencias, sempre me distraio quando dou conta de mim, lembro o porquê de tudo, sei o porquê estou ali, não o que faço ali. Intuitivamente espero, os trezentos e oitenta graus é frequente. Se fosse só por mim, sei que a mente cessaria, mas existe um compartilhamento, pouco mas o suficiente para me ludibriar. Mesmo sabendo do jogo, me deixo ser levado, só por uma questão, eu sinto, só isso. Eu escolhi a cor mais sem graça, o branco, mas não é bem um branco pois ele é a junção de todas, fico mais para um tom de água, translucido. Tentei ser outra cor, mas sempre soube do meu lugar, fico submisso, só vendo, cada parte sendo desenvolvida, já consegui me conter, deixo tudo como deve ser, no silêncio, invisível. A mente vai sempre além, tudo não deve ser tão gratuito assim, palavras que são divididas, compartilhadas, que, de alguma forma, podem sim estar corretas, com um "q" de esperança. Esperança que nunca tive e que nunca vou ter, agora só falta dizer isso pra mim mesmo, pra minha mente (como se eu tivesse domínio por alguma coisa). Um jogo com todos os pré-requisitos, até trilha sonora existe, a música veio a calhar perfeitamente, e sempre vão surgindo complementos para cada fase, que parece ser sempre a mesma, até então. Um dia o jogo pode virar, quem sabe eu salvo isso? No fundo no fundo ainda jogo por ser bem difícil, complexo, quem sabe quando o fim chegar descubro que nunca teve graça alguma. Assim, eu fico esperando, afinal é um jogo, uns ganham, outros perdem e mesmo sabendo das minhas chances eu invisto na minha mediocridade, só assim para ter umas perspectivas. Não sei de nada, sei que estou num jogo.

2 comentários:

  1. Por que não blefar e fingir por um minuto que tem o jogo nas mãos. Muita gente ganha assim.

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  2. Mariana, sou tão burro que não sei blefar, sou um perdedor nato.

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