01/08/2011

Escreva-me.

Você não vive de palavras? Então as mande para mim. Dentre minhas danações está aí uma, palavras. Seja ela no singular no plural, em gíria, neologismo, trocadilhos, alusões, com dialetos regionais ou com sotaque (?), agrupadas para formar frases, poema, texticulos, crônicas/contos, histórias, fábulas, crendices, folclore, mitos e afins. Culto? Imagina, não sou capaz de tal adjetivo, sou destrambelhado, leio sem motivos, sem meta, sem vontade até, leio por passatempo, passar o tempo. Só gosto de palavras por me achar nelas, nelas vejo mais do que posso ver em mim mesmo, descobertas. Escrevo para tentar um dia me dar bem com elas, com as palavras, elas nunca são tão simples assim. Agora convenhamos, os seus escritos são tão melhores, eles são esporádicos mas completamente densos, profundos, cutucam bem na parte pulsante que manda a vibração ara cérebro que já capta tudo e manda como resposta as lágrimas. Me surpreendi, fui surpreendido, mais uma vez. Você escreve o que, inconscientemente, eu quero ler. Que belo casamento. Que mensagem. A sutileza-complexa, desenvolvida num tempo não sabido, mas que ao meu entendimento, foi curtíssimo. Transpassei para outro meio, quero poder ler outra muitas vezes. Eu apelo, faço rodeios, mas sou assim, mas o importante são os seus escritos. E de pensar que essa é uma dentre as tantas qualidades existentes. O que sei é que tenho o meu exemplar, na sua total puridade. Pode escrever, se for para o destinatário esperado melhor ainda.

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