13/09/2012

Te ajudo.

Vai, escreve? Pode trocar a versão, pode ser aquela ao vivo, ela vai mais no fundo, incomoda mais. Pare aqui. Pense, vai? Vai que dá. Tente. Você é forte. Sei que é. Não são déjà-vus, são sombras, basta luz. Dedilhe. Faz a junção das palavras, a idéia está aí. Onde vai parar? Tente. Lembrou. Certo, agora faz deste momento, palavras presas, ser liberto de pensamentos não verídicos. Pensemos. Deu? Não? Não mesmo? Tô entendendo. Não, não, sério mesmo. Volta pra primeira versão. Olhe além, veja os pontos, ligue. Fácil. Não? Sem sentença. Sei. Quer dizer, não sei mesmo. Entendo, sem entender. Pra que isso então? Pare aqui, essas palavras já são vãs. A chã.

22/08/2012

Câmbio.

Uma contagem que vai dar negativa. Desculpa, são números. Dados comprovam, está errado. A constante crescente vem vindo em uma maré de quedas que não á nervos que aguente. Mão de ferro não ajuda, o que ajuda é união. Unificai-vos. Ligue todos os pontos e teremos a negativa. Pra que lado vai quebrar? Quando vai quebrar? Nada disto é sabido. O sabido é que boca no trombone resolve, e muito, e isso falta. Falta garra, falta motivação, falta... palavras, falta... Espera? Não é bem assim. É assim? Assim. Indo. Indo, sabe? Os dias mostram, as analises estão aí. Até quando?

14/07/2012

Soberba.

Felicidade é o costumeiro e o que qualquer ser humano busca. Dor é aquilo que ninguém quer, mas é assim que vivemos. A dor faz parte da vida. A dor é o que nos mostra a verdade, o que nos motiva e o que nos coloca no eixo. Perda é sempre uma perda, irreparável. O ser humano sempre se engrandecera quando entender os motivos dos acontecido. Nada justifica, é injusto, mas vivemos, isso é vida. Ser jovem, ter a mente jovem, erguer-se e seguir de cabeça erguida. "Hoje aqui amanhã não se sabe". Siga, como achar que deve ser. 

13/04/2012

Mundo nada.

Existe uma imensidão no mundo Nada, esses "nadas" me centralizam, são os meus pontos-zeros. Tudo que um dia eu construo, descubro que a grandiosidade está no nada, o nada é o que qualifica e quantifica o meus valores. Sou muito nano. Sair da realidade e entrar na minha realidade. O oceano me perturba. A longa estrada me perturba. Uma visão ampla do céu límpido ou encoberto me perturba. Eu não valho nada. O nada não é vazio, o nada tem algo semelhante ao tudo, o nada tem um "q" de tudo. O vazio é triste, o nada é existência, existe vida ali. Me vejo olhando o nada e querendo buscá-lo, mas ele não está ao meu alcance. Não sei mais atingir.

25/03/2012

Vencendo.

A minha seriedade não mostrava a tempestade de sentimentos que eu sofria. A minha irracionalidade não mostrava a minha lógica. O minha tristeza não mostrava o meu humor. O meu céu não era o meu chão. A linha divisória. Demorei vinte e três anos para te achar. Demorei vinte e três anos para entender o que foi essa coisa que existia dentro de mim, e só eu achava que não sabia. Antes/Depois. Foi de coração, sim, até isso que eu sempre neguei, descobri que tenho. Tem fatos na vida que não é o tempo quem diz, o tempo só condiz com o agora. Um ano. Eu nunca esperei, eu nunca busquei, eu nunca tramei, eu nunca sonhei. Eu sonho, quem diria? Fortuitamente vivi, este fui eu durante muito tempo. Eu, meu próprio escravo. No principio, duas folhas em branco, um lápis, cada detalhe sendo feito com a perícia técnica da mente, isso foi possível. Comecei a contornar as formas com um traço mais firme, escuro, firmando vincos do outro lado. Com a de trás ganhei dois seus, um deixei de lado e optei por caneta, mas duradouro. A opção foi minha. Não quero borracha, quero só continuar contornado. Blocos e blocos de rabisco, desenhos, contornos, é o que já tenho. Comecei com uma folha. Termino partilhando. Como é bom saber que agora tenho meu cobertor de orelha. Como é bom saber que depois da rotina é com você que me deparo. Como é bom saber que existe reciprocidade. Vamos fazer do nosso jeito, como vem sendo.

17/03/2012

Bilhetinho.

Deixa eu palavrear com você, você sabe o quando eu te amo? Você sabe como era a minha vida antes de te conhecer? Hoje sou completo, acho que ninguém me entenderia, sou muito bobo, nunca pensei que minha via seria assim, sou tão grato por você ter adentrado a minha vida e ter vincado os seus lindos olhos no meu coração. Você me faz tão bem. Muitíssimo obrigado pela paciência, pelo companheirismo, pelo importar-se. Obrigado.

25/02/2012

Nem disto.

Dia vinte e dois, me vejo sem amparo, cadê as palavras? Não mais consigo as junções, não sei mais praticar, aliás, nunca fui praticante. Já falei do bom, já falei do ruim, o que resta? Perguntas. Pergunto. Não tenho nem isso. Confio, aprecio, convivo, aprendo. Estou aqui no décimo primeiro. Quero ouvir uma canção, quero poder escrever. Vigésimo terceiro, mais uma tentativa. Vão. Louco. Vigésimo quarto, lembro-me do anterior, o que foi aquela dancinha na rua? Louco. Louco por você. Até em sonhos alheios estão os nossos sonhos, vai dar certo, sei disto. Errante sempre sou, perfeição é aquilo que já lhe falei. Você me assusta às vezes, sabia? Agora, bem agora, já estou pensando: o que será que foi tramado? 00:00, despertador. A surpresa vem envolta em prata. O meu muito obrigado vem daquele jeito mesmo, desculpe-me por isso, mas suas palavras sempre fazem isso comigo. 00:27.

25/01/2012

Nada disto.

Você já me fez chorar, não sei se isso é ruim. Já chorei por coisas piores. Você já me fez sofrer, não sei se isso é ruim. Já sofri por coisas piores. Você já me fez morrer, não sei se isso é ruim. Já morri por coisas piores. Hoje eu prefiro a realidade doída do jeito que for, ela tem mais verdade, e da verdade me guio. O amor não é só flores, é toda a sujeira antes de plantar. Já falei muito da parte boa, mas a ruim existe e não é ruim, ruim é não assumir os erros, não enxergar que tudo lado A tem o lado B. "Aprender a amar os defeitos". Quando você (e eu) gosta (gostamos, no caso) dos defeitos é porque a conexão é a mais pura, fica mais verdadeira. Aprender a conviver com as diferenças. Não me importo em chorar, sofrer, estou eternamente disposto a enfrentar as merdas da vida junto com você, ao seu lado, de mãos dadas.

09/01/2012

Algumas horas.

Já falei que preciso de você hoje? Acho que vou precisar de você pra sempre. Minto. Preciso para todo o sempre. As melodias acabam comigo, estou em pedaços, cacos, cadê aqui agora para não deixar isso acontecer? O dia a dia me distrai, mais sei quê o que eu preciso é de você, bem assim. Agora, bem agora, faltam duas horas e sete minutos para rever, tô tentando me conter mas não é simples. Escrevo. Não me resolvo com isso, mas tiro o nó de mim, só pra dividir, pra mim mesmo pois preciso entender, mesmo não entendendo. Alguém poderia acabar com essa melodia? Desligo. Penso. Religo. Só não quero as do passado. Passou. É tudo tão curto. Pensando. Pensando. Pensando. Pensando. Quatro vezes. Quatro pilares, ligados. Futuro, descreva. Uma hora e cinquenta e seis minutos.