25/03/2012
Vencendo.
A minha seriedade não mostrava a tempestade de sentimentos que eu sofria. A minha irracionalidade não mostrava a minha lógica. O minha tristeza não mostrava o meu humor. O meu céu não era o meu chão. A linha divisória. Demorei vinte e três anos para te achar. Demorei vinte e três anos para entender o que foi essa coisa que existia dentro de mim, e só eu achava que não sabia. Antes/Depois. Foi de coração, sim, até isso que eu sempre neguei, descobri que tenho. Tem fatos na vida que não é o tempo quem diz, o tempo só condiz com o agora. Um ano. Eu nunca esperei, eu nunca busquei, eu nunca tramei, eu nunca sonhei. Eu sonho, quem diria? Fortuitamente vivi, este fui eu durante muito tempo. Eu, meu próprio escravo. No principio, duas folhas em branco, um lápis, cada detalhe sendo feito com a perícia técnica da mente, isso foi possível. Comecei a contornar as formas com um traço mais firme, escuro, firmando vincos do outro lado. Com a de trás ganhei dois seus, um deixei de lado e optei por caneta, mas duradouro. A opção foi minha. Não quero borracha, quero só continuar contornado. Blocos e blocos de rabisco, desenhos, contornos, é o que já tenho. Comecei com uma folha. Termino partilhando. Como é bom saber que agora tenho meu cobertor de orelha. Como é bom saber que depois da rotina é com você que me deparo. Como é bom saber que existe reciprocidade. Vamos fazer do nosso jeito, como vem sendo.
17/03/2012
Bilhetinho.
Deixa eu palavrear com você, você sabe o quando eu te amo? Você sabe como era a minha vida antes de te conhecer? Hoje sou completo, acho que ninguém me entenderia, sou muito bobo, nunca pensei que minha via seria assim, sou tão grato por você ter adentrado a minha vida e ter vincado os seus lindos olhos no meu coração. Você me faz tão bem. Muitíssimo obrigado pela paciência, pelo companheirismo, pelo importar-se. Obrigado.
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