25/08/2011

V.

Me vejo repetindo palavras, talvez até isso eu já tenha escrito, mas é bonito. A vida nunca é como você vê, o seu mundinho sempre será pequeno. O "ao redor" são vários mundos que formam um. Somos todos ligados, uns com níveis de aproximação maior que os outros, mesmo assim somos todos ligados. Tenho conhecidos, amigos, mas nada é tão forte com a ligação que eu tenho com você, percebo ser verdadeira, principalmente por não ser nada imposto, foi tudo natural, até o "meu desapego" inicial (aqui o "inicial" é realmente inicial, primeiras horas do primeiro dia) foi transmutado. Não cabe avaliação, cabe situações, momentos que eu esperava repulsa tive acolhimento, quando achava que esperaria uma hora para ver descubro que ela foi-se antecipada e estava bem ali ao meu lado, onde não devia estar. Os apuros para as minhas satisfações musicais, que mesmo não sendo as mesmas, está ali firme e forte. O saber partilhar, quebrar de uma ideia fixa, até então não mudável, num estresse nível Z (o limite máximo) que o transito caótico pode proporcionar, ter uma simples mensagem de texto que tira o meu riso, fácil, fácil. O mais bacana é ver as atitudes maduras tomadas principalmente para mudar erros que eu cometo. Eu passei a ser otimista, mesmo sem saber o que realmente é isso, pois sempre fui do outro lado da coisa. Entendo que otimismo é mesmo quando você sabe que algo pode dar errado algo maior vai te confortar e fazer ver que existem outros caminhos, outras saídas. É isso. Tenho algo que mais do que pensei e mereço ter, tenho algo que me motiva levantar todos os dias, tenho o que não se descreve com tinhas. Tô bem pra caralho e mesmo que um dia achando que não viveria só disto, hoje sei o que é amor.

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