08/09/2011

Quatro paredes.

Penso muito, penso em como será o unir, o dividir, o aperto, a folga. Penso em como será a verba, as contas, os gastos. Penso em como será o tempo, atemporal eu sou, com a labutagem em nossas costas o peso dado pelo senhor do tempo será maior. Penso nos momentos de lazer, descanso, viagens. O lado ruim virá, mas será descartado. Como serão os quatro cantos? A estante de livro precisa de um foco maior. O pôster só precisa de moldura. Divisões de tarefas não me importam muito. Talheres, pratos, panos, produtos de limpeza. Nada de tapete. A cama, edredom e no mínimo três travesseiros. Marmita todos os dias. Lembro da horta: alface, cenoura, cebolinha, boldo, hortelã. Quero o kibe com muito trigo. Lembro da agenda medieval, a história pode começar sim. Os bibelôs virão ao monte. As visitas terão livre acesso, só chegar e entrar. Caminhar com quatro pés, um passo por vez. Planejando o já sabido. Concretizando. O canto. O junto. O vento.

2 comentários: