Recebo glorificação sem ser capacitado para, acredito que as pessoas vivam em busca de algo bem superfulo. A superficialidade quem determina é a mente profana e errante de cada ser, a minha busca algo bem superficial, superficial pois assim acredito que seja, busco algo de que me fortaleça mentalmente e espiritualmente, dentro do que vivi (e vivo) passei por muitos abalos que deixaria qualquer haitiano achando que ganhou na mega sena invertida dos abalos sísmico. Busco em pequenos detalhes do dia a dia, de techos de livros a versos simples de uma canção, de um gotejo de garoa a uma tempestade paulistana, de um comercial nun pop-up a uma mega produção cinematográfica, uma explicação para o que esta acontecendo, porque escolhera a mim? Chegou, dominou e se intalou no menor tempo de espaço possível, criei concepções totalmente diferentes depois que vivenciei isso, aprendi a dar valor verdadeiro a muitas coisas (pessoais, impessoais e interpessoais). Não sou hipócrita de escrever que isso foi ruim para mim, jamais. A questão mesmo é, será que sou digno disto? Comecei até a pedir sinais para quem nunca acreditei, claro, tudo em vão, ouvi dizer que quando se acredita, não adianta pedir pois ele não atende, já que é assim prefiro manter a minha mente de forma que sempre foi em relação a isso. São pequenas coisas que se enquadra no quesito “ nos pequenos frascos, blá blá blá”, hoje, mesmo com todo mal que eu possa receber, o que me ajudou a ser quem eu sou hoje, nada, abusolutamente nada, apagaria o que foi feito. Ganhei sem saber, sem pedir, sem almejar. Almejar é uma coisa que tento fazer, mas sempre soube qual é o meu lugar na fila de espera deste poço que é a escola da vida, ou seja, melhor desistir pois assim não me canso e já antecipo o que de fato irá acontecer. Desistir é uma palavra respeitavél dentro de uma visão pessimista, e inadimissível dentro de uma visão otimista, quem está certo? Nenhuma, o certo é escolher o que é bom para nós e ai sim fazer jus ao que se enquadra a nossa realidade. Temos muitas coisas impostas socialmente e acredito que a maioria seja burra, burra pois talvez para não contraria o próximo, preferimos ser igual a todos. Essa longa viagem da minha parte é para não dizer nada, pois não posso, pois não sei o que eu quero dizer, quero mesmo é poder entender o que foi isso que passou por mim, essa aura totalmente traslúcida que todos enxergam somente por beleza. Existe uma atração com alguma divindade sim, é nítido isso, é como se asas de aracanjos tocassem cada um por onde passa. Acredito que exista um disfarce protetor, o ser humano comum não entenderia isso. Embora exista o meu questionamento sei que devo somente deixar ser lavado por essa conspiração do bem que envolve esse sentido. Nunca vou ser capaz de agradecer quem quer que seja que tenha feito esse benfeitoria ao mais podre do mundo (vulgo,eu), por isso o que estiver ao meu alcance, ou não, vou dar um jeito de gratificar.
Essa superficialidade e relevante para cada ser. A minha superficialidade é a coisa mais impostante da meu existir. Obrigado, pois é com o superfulo que vou seguir a minha indesejada vida errante.
13/04/2010
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