09/12/2010
Sem sentido.
Sabe “eles”? Eles me desarmam, cada nova que vira single é como se “eles” soubessem o que acontece comigo, agora escuto uma na tentativa de resgatar a dor, sim a dor, pois ele me fortalece e agora estou fraco, estou sem munição, estou sem esperança, estou sem um amanhã. Agora me lembro que tudo foi só utopia, por isso o não sentir nada, estou preso ao nada, porque o nada é homérico. Intercalo a minha vontade de falar, coisa que não posso fazer, com a vontade de escrever, pois esse ato só consuma o que quero apagar. Maltratando neurônios, comendo o sentido, cuspindo letras, morrendo internamento, inconformadamente. Minha grande arma, pequenos incisos que em nada são entendidos, que me ajudam a tirar tudo daqui de dentro. Vou aprender com a verdade, vou evoluir com a verdade. Vou brincar com a verdade. Vou fugir, vou fazer motim, vou ficar quieto, vou me preservar de mim mesmo. Sou podre.
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